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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Inscrições para vagas remanescentes do FIES serão reabertas no dia 26


O Ministério da Educação (MEC) informou, nesta terça-feira (13), os novos prazos de inscrições para cerca de 50 mil vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao 2º semestre de 2020. São vagas não preenchidas nas edições deste ano dos processos seletivos regulares do Fies.

O cronograma consta em edital publicado no Diário Oficial da União de hoje. De acordo com o edital, a partir do dia 26 deste mês, poderão se inscrever tanto os candidatos não matriculados em instituição de educação superior, como também aqueles já matriculados, mas que buscam uma oportunidade para financiar a continuidade dos estudos.

Nos dois primeiros dias, ou seja, de 7h do dia 26 até as 23h59min do dia 27 de outubro, a oferta é exclusiva para os cursos de áreas do conhecimento prioritárias, como os cursos de saúde, engenharias, licenciaturas e Ciência da Computação.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

Coronavírus pode sobreviver 28 dias em nota de dinheiro e em tela de celular, diz estudo

O novo coronavírus pode sobreviver por até 28 dias em superfícies como cédulas de dinheiro, telas de celulares ou objetos de aço inoxidável. É o que constatou uma nova pesquisa realizada pela Agência Nacional de Ciência da Austrália. O trabalho aumentou as evidências de que o coronavírus sobrevive mais tempo em temperaturas mais baixas; tende a sobreviver mais tempo em superfícies não porosas ou lisas, como vidro, aço inoxidável e vinil, em comparação a superfícies complexas porosas, como tecidos; sobrevive mais em notas de papel do que em notas de plástico.

Os resultados da pesquisa foram publicadas no Virology Journal. O presidente-executivo da Agência Nacional de Ciência da Austrália, Larry Marshall, afirmou que as novas informações contribuem para evitar a disseminação do vírus. “Estabelecer por quanto tempo o vírus realmente permanece viável em superfícies nos permite prever e mitigar sua disseminação com mais precisão, além de proteger melhor nosso povo”, disse Marshall. Estudos anteriores já haviam alertado para a capacidade de sobrevivência do coronavírus em superfícies, reforçando a necessidade de medidas de desinfecção dos ambientes e a higienização das mãos.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

Dia de votação terá medidas de segurança rígidas contra covid-19; saiba quais são


Por causa da pandemia do novo coronavírus, uma série de protocolos de segurança serão adotados pela Justiça Eleitoral no primeiro e no segundo turno das eleições municipais nos dias 15 e 29 de novembro, respectivamente. Elaborado por uma equipe de especialistas dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e por técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020 é focado em duas frentes: mesários e eleitor.

Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão fixados nas seções eleitorais.

Eleitores: Horário de votação ampliado: 7h da manhã até as 17h. Até as 10h será preferencial para maiores de 60 anos.

Máscaras: uso obrigatório, sem ela o eleitor não poderá votar. Caso seja necessário, o mesário pode pedir que o eleitor se afaste e abaixe a máscara para conferir a foto na identidade. 

Distanciamento: será exigido mínimo de 1 metro. Comida: não será permitido comer ou beber nada na fila de espera. A medida é para evitar que as pessoas tirem a máscara.

Álcool em gel: será distribuído em todas seções para que os eleitores limpem as mãos antes e depois da votação. 

Caneta: o TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação. 

Mesários: Receberão máscaras e terão que trocá-las a cada quatro horas, usar álcool e uma proteção facial de acetato (face shield), que terá de ser usada o tempo todo. 

Covid-19: Tanto mesários quanto eleitores que estiverem com sintomas da covid-19 no dia do pleito não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral.





terça-feira, 13 de outubro de 2020

Dia Mundial do Escritor. Além do escritor, quem é preciso para criar um livro?

Fotografia: Susan Yin/Unsplash

O Dia Mundial do Escritor celebra-se esta terça-feira, dia 13 de outubro. Apesar do papel fundamental do escritor na autoria dos livros, muitos leitores ainda o vêem como o único responsável pela criação literária. O Espalha-Factos conversou com duas editoras portuguesas sobre todos os autores de um livro, dos ilustradores aos revisores e aos designers.

A Paleta de Letras é uma editora situada na cidade Braga e vocacionada para o universo infantojuvenil. Pedro Seromenho, cara do projeto, fala sobre a valorização do papel das editoras, ilustradores, designers e outros intervenientes, em relação à do escritor. “Sucintamente, é esta frase: o escritor vende mais e melhor do que o ilustrador. Se eu for [apresentar o livro] como ilustrador do livro que ilustrei, eu não consigo vender o livro como o escritor vende. Isso ainda está enraizado na mentalidade do leitor”, refere.
Fotografia: Paleta de Letras/Facebook

Já Paulo Rebelo Gonçalves, responsável pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Porto Editora, revela que as “editoras são fundamentais para a promoção do livro, da leitura e do conhecimento” e que não sente a mesma distinção.
O papel das editoras

Para Pedro Seromenho, o papel das editoras é estarem atentas “às novidades, aos valores emergentes, aos autores, escritores, ilustradores, contadores de histórias”, entre outros pontos essenciais. O processo da editora passa tanto pela criação de raíz como pela procura de novidades nos mercados internacionais para trazer para Portugal. “Aqueles livros que realmente nos tocam, nos fazem vibrar, apaixonar, tentamos comprar os direitos de autor, para produzir e para editar e distribuir em Portugal. Temos esse pequeno orgulho de trazer títulos fantásticos que estão hoje no mercado e que descobrimos noutros países e noutras editoras”, sublinhou.

Além disso, fazem ainda o ato inverso: quando criam um trabalho de raíz, tentam exportá-lo para outros países sempre que possível. A pandemia veio também trazer algumas alterações a este processo na Paleta de Letras. “Tivemos de nos adaptar às plataformas digitais, mas o processo e a intenção continuam a ser os mesmos, que é pegar numa ideia, numa ideia que pode ter sucesso, e trabalhá-la com o texto, com a ilustração, com o design, com a parte gráfica… Tudo isso contribui para que o produto final seja um objeto mágico que é o livro“, finaliza Pedro Seromenho.

Fotografia: Paleta de Letras/Facebook

Segundo Paulo Rebelo Gonçalves, “as editoras cuidam dos autores e dos seus originais”. Com profissionais especializados em diferentes áreas, “são importantes para dar corpo ao trabalho criativo do autor”. “Uma editora profissional inclui inúmeras valências que existem para apoiar os autores, para os promover e às suas obras”, acrescenta.


O descrédito de todas as partes envolvidas na produção do resultado final

No panorama geral, Pedro Seromenho pensa que a distinção entre os vários autores de um livro já não é tão grande atualmente. “A sensação que eu tenho do mercado é que há umas décadas sim, o autor da obra era o escritor, era o supra sumo que tinha o nome na capa e o que potencialmente vendia o livro, era o seu nome e a sua autoria. Aliás, o ilustrador nem aparecia na capa, o ilustrador era um mero decorador a quem depois era dado o texto para decorar”, explica.

No entanto, o escritor e ilustrador refere que o conceito de ilustração mudou e esta arte “ganhou vida própria”. “O ilustrador já não só decora, mas recria a história à sua maneira, é por isso que por vezes temos livros que contam as histórias só pela imagem, porque o ilustrador reconta através da ilustração”.

Em relação a outros momentos da produção dos livros, como a edição ou o design, Pedro Seromenho também refere que já são mais valorizados do que eram antigamente, apesar de a maioria dos leitores ainda não conseguir perceber bem o seu papel. “Não digo que é subestimado, mas o facto de as pessoas não conseguirem concretizar esse nível abstrato quando pegam num livro, não as faz perceber o trabalho que aquilo dá, não conseguem assimilar o papel do revisor, do editor, assim de imediato”, refletiu. O autor afirmou então que é nesse ponto que, especialmente em Portugal, “em certos casos o escritor ainda é o autor, ainda é a pessoa que alavanca o projeto“.Fotografia: Paleta de Letras/Facebook


Isto deve-se muito à imagem comercial, diz o escritor e ilustrador. Para Seromenho, a melhor forma de consciencializar o leitor desse trabalho é através da formação, com workshops e mediação. “Acho que esse trabalho só pode ser feito através da mediação da leitura. É muito importante o mediador da leitura”, sublinha.

Por sua vez, a Porto Editora não sente qualquer desvalorização em relação aos escritores. “Pelo contrário: o que registo da parte dos muitos milhares de leitores que temos dos nossos livros é uma estima enorme, uma ligação afetiva fortíssima, uma confiança sólida”, refere Paulo Rebelo Gonçalves.


A importância das editoras na avaliação da qualidade das obras

Pedro Seromenho acredita que, sem as editoras, “haveria um decréscimo abrupto de qualidade dos livros em livraria, porque a editora assegura um nível maior de qualidade”. O autor revela que poderiam existir as chamadas “edições de autor”, mas que, sem o filtro e a avaliação da editora, os livros podem perder “a qualidade que o leitor merece”.

Já Paulo Rebelo Gonçalves destaca ainda que “as editoras são fundamentais para a promoção do livro, da leitura e do conhecimento. Do seu trabalho e do seu investimento resulta, em grande medida, a emergência de todos os grandes nomes da literatura, bem como de autores ligados a inúmeras áreas do saber. As editoras dão dimensão ao trabalho criativo e científico dos autores”.





Fonte: https://espalhafactos.com       Por Diana Carvalho

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Coronavírus resiste por 9 horas na pele (se não houver higienização correta)


 Pesquisadores do Japão acabam de descobrir uma novidade sobre o coronavírus: o SARS-CoV-2 pode permanecer na superfície da pele humana por mais tempo que o vírus da gripe. De acordo com o estudo, enquanto o vírus influenza A permanece vivo na pele por cerca de duas horas, o vírus que provoca a COVID-19 pode resistir por até nove horas, o que reforça a higienização constante das mãos e braços.

A pesquisa foi publicada no último dia 3 de outubro, sábado, na revista científica Clinical Infectious Diseases. "O estudo mostra que o SARS-CoV-2 pode ter um risco maior de transmissão por contato do que o vírus influenza A por ser muito mais estável na pele humana. Essa descoberta sustenta a hipótese de que a higiene correta das mãos é importante para a prevenção da propagação do vírus", dizem os autores.

Teste na pele

Ainda no início da pandemia, pesquisadores analisaram a duração do coronavírus em superfícies, mostrando que ele poderia se manter vivo em materiais de cobre por até quatro horas, 24 horas em papelão, e 72 horas em plástico e aço inoxidável. No entanto, os testes com pele humana demoraram para acontecer, pois ainda não era seguro simplesmente depositar o coronavírus na pele de alguém, sem saber muito sobre seus riscos e letalidade.

Imagem: Reprodução/ArthurHidden/Freepik

Então, pesquisadores da Universidade de Medicina da prefeitura de Kyoto, no Japão, criaram um modelo de pele artificial com amostras reais de pele humana que foram obtidas por meio de autópsias, cerca de um dia após a morte. Os cientistas descobriram que, até 24 horas após o óbito, a pele continua mantendo muitas de suas funções, podendo até mesmo ser usada para enxertos — sendo assim, foi ideal para a realização dos testes sem colocar a vida de algum voluntário em risco.

Uma vez no modelo, o SARS-CoV-2 sobreviveu nessas amostras por 9,04 horas, mais do que o influenza A, que sobrevive por 1,82 hora. Ao ser misturado ao muco, que simularam as partículas virais vindas de tosse ou espirro, o coronavírus resistiu por cerca de 11 horas. A boa notícia é que, após o uso de um desinfetante com etanol a 80%, ambos os vírus foram inativados na pele em questão de 15 segundos após a aplicação.

O próximo passo da pesquisa é calcular a quantidade de partículas necessárias para provocar a infecção no organismo através do contato com a pele contaminada.






Fonte: https://canaltech.com.br       Por Natalie Rosa 

Reprodução: Cytonn Photography/Unsplash

terça-feira, 22 de setembro de 2020

"Não nos livraremos das máscaras tão cedo", diz especialista alemão


Se pararmos para analisar, o uso de máscaras nunca fez parte de nosso cotidiano, exatamente, com exceção de profissionais que precisavam usar esse item em suas rotinas. Mas atualmente, simplesmente todo mundo tem usado a máscara para sair na rua (ou, pelo menos, deveria), já que é a principal forma de se proteger do vírus que tem preocupado a população. No entanto, segundo o virologista alemão Christian Drosten, que criou o primeiro teste de diagnóstico do mundo de COVID-19, a máscara permanecerá em uso mesmo após a imunização

Durante entrevista ao portal alemão DW, Christian Drosten opinou: “Teremos vacinas no ano que vem, mas penso que determinadas parcelas da população só poderão ser vacinadas no fim de 2021. Não nos livraremos das máscaras tão cedo. Pois, mesmo quando for iniciada a vacinação, a maioria da população ainda terá que usá-las. Em países como a Alemanha, onde há poucas infecções, não haverá uma imunidade ampla. Provavelmente também será assim nos demais países da Europa”.

Na ocasião, o especialista alemão ainda trouxe à tona sua visão sobre a pandemia: “Não me surpreenderia se em algumas partes do mundo no próximo ano a população estiver imunizada. Isso significa que ela terá passado por uma epidemia que pode não parecer tão grave por causa de sua estrutura etária. Na África, por exemplo, poderia ser esse o caso. Eu gostaria de ver a população africana protegida por causa de seu perfil etário mais jovem".

Ele ainda acrescentou: "em outras partes do mundo, onde a meta é evitar a transmissão generalizada do vírus e esperar pela vacina, podemos contar com o uso de máscaras até o fim de 2021. É impossível fazer previsões precisas, mas no ano que vem ainda estaremos usando máscaras”.

Criador do primeiro teste de diagnóstico do mundo de COVID-19 alerta que não abandonaremos a máscara tão cedo (Imagem: Tumisu / Pixabay)
Criador do primeiro teste de diagnóstico do mundo de COVID-19 alerta que não abandonaremos a máscara tão cedo (Imagem: Tumisu / Pixabay)

Na avaliação do especialista, a Alemanha se tornou exemplo no combate ao coronavírus na Europa. “Certamente há uma combinação de várias causas. Uma, sem dúvida, é a ação direta e decisiva da chanceler federal Angela Merkel no início da primeira onda. Ultimamente, a coesão dos estados federados enfraqueceu um pouco. Mas o fator decisivo foi com certeza o fato de a Alemanha ter agido muito rapidamente. Isso foi crucial. Não em termos da data do calendário, mas em relação ao momento em que foi imposto o lockdown, considerando a evolução real da epidemia. Assim, sabíamos de nossa epidemia com base em testes de laboratório. Eles e sua ampla disponibilização distingue a Alemanha de outros países”, reiterou o criador do primeiro teste diagnóstico para COVID-19.

Com isso, o especialista concluiu que a epidemia começou um pouco mais tarde na Alemanha. "Os primeiros casos importados de COVID-19 não viraram epidemia já em janeiro, mas só no final de fevereiro. Os primeiros casos importados foram mantidos sob controle, em vez de se alastrarem. Esta é provavelmente a razão da eficiência da nossa abordagem. Após o lockdown, digamos, a partir de meados de maio, houve na Alemanha apenas poucos casos, e isso não mudou, apesar de termos agora novamente um ligeiro aumento dos contágios”, completou o virologista.






Fonte: https://br.yahoo.com      Por Nathan Vieira

Imagem: Bahia no Ar

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Apenas segurados agendados serão atendidos nas agências do INSS


As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vão reabrir na próxima segunda-feira (14), mas o atendimento será exclusivo para quem fizer agendamento. Para marcar hora, o segurado deve acessar o site Meu INSS e aplicativo ou ligar no 135. Segundo o INSS, estarão disponíveis para atendimento presencial os serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional.

O instituto ressalta que os segurados sem agendamento não serão atendidos, para evitar aglomerações dentro e fora das agências, de acordo com orientações do Ministério da Saúde. Em agosto, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS informaram a nova data de retorno ao atendimento presencial – 14 de setembro.

O atendimento exclusivo por meio de canais remotos segue até amanhã (11). E mesmo com a abertura das agências, o atendimento remoto continuará a ser oferecido. Segundo o INSS, a reabertura será gradual e considerará as especificidades de cada uma das Agências da Previdência Social no país. Cada unidade deverá avaliar o perfil do quadro de servidores e contratados, o volume de atendimentos realizados, a organização do espaço físico, as medidas de limpeza e os equipamentos de proteção individual e coletiva.




Confira como agendar serviços no Meu INSS.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

CoronaVac mostra ser segura em testes, mas menos eficaz em idosos


 Testes preliminares e intermediários da vacina CoronaVac contra a Covid-19 mostram segurança do produto para idosos, mas com eficácia menor do que em adultos mais jovens. O anunciado foi feito pela própria empresa chinesa Sinovac, nesta segunda-feira (7).

Foram realizados testes com 421 participantes de pelo menos 60 anos, sem ocorrência de efeitos colaterais. Os exames correspondem às fase 1 e 2 da testagem.

Segundo o representante de mídia da Sinovac, Liu Peicheng, foram formados três grupos, que receberam duas injeções de baixa, média e alta dosagem da CoronaVac e mais de 90% dos voluntários apresentaram maior volume de anticorpos.

A CoronaVac é testada no Brasil e na Indonésia e também em funcionários da Sinovac e respectivos familiares.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

Coronavírus pode levar em média 30 dias para desaparecer do corpo, atesta pesquisa


Evidências encontradas por cientistas italianos sugerem que pacientes diagnosticados com a Covid-19 realizem novos testes do tipo RT-PCR quatro semanas ou mais após o primeiro resultado positivo, ou 36 dias após os primeiros sintomas, já que o vírus pode levar em média 30 dias para desaparecer do corpo. A sugestão parte do entendimento de que existe possibilidade de que pacientes ainda tenham vírus no corpo. O novo teste permite confirmar ou não essa hipótese. Atualmente os pacientes são considerados recuperados após 14 dias do diagnóstico ou do início dos sintomas.

As constatações e a sugestão constam em um estudo italiano publicado no “British Medical Journal” nesta quinta-feira (3). De acordo com matéria do G1, os pesquisadores italianos analisaram os casos de 4.538 pacientes da Covid-19 na região de Emilia-Romagna, na Itália, todos com teste positivo entre 26 de fevereiro e 22 de abril, período de pico da pandemia no país europeu.

Cada paciente sobrevivente – 428 pessoas do grupo morreram – foi retestado três vezes durante o estudo: 15 dias após o primeiro teste RT-PCR positivo; 14 dias após o segundo resultado positivo; e 9 dias após o terceiro positivo. Entre as constatações feitas pelo estudo está a de que a ciência ainda não sabe o quão infeccioso o paciente de coronavírus pode ser durante a fase de recuperação.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Por que taxar os livros pode gerar retrocesso social e econômico no país



“Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância”, afirmou o célebre escritor Jorge Amado em janeiro de 1988 no extinto Jornal da Tarde. É de se intuir que o autor de Gabriela Cravo e Canela, Tereza Batista Cansada de Guerra, Capitães da Areia (com esse você provavelmente já esbarrou em uma lista de obras obrigatórias) e outros grandes clássicos da literatura nacional se referisse, nessa frase, ao papel social de seus próprios livros, que tinham como pano de fundo importantes debates políticos.

Acontece que de nada adiantaria serem publicados livros importantes se eles não cumprissem, afinal, o destino ideal de qualquer obra: ser lida pelo maior número de leitores possíveis. Jorge Amado sabia bem disso. Em 1946, como deputado federal, apresentou uma emenda constitucional que determinava a isenção de impostos sobre o papel usado para imprimir livros, revistas e jornais. Mais tarde, a isenção passou a valer para o livro como produto final e, de lá para cá, ganhou garantia tanto pela Constituição de 1988 quanto por uma lei de 2004. Ufa, final feliz para leitores, escritores e editoras! Bem…

Em agosto, a hashtag #defendaolivro agitou as redes sociais em reação à proposta de taxação em 12% dos livros, inclusa na reforma tributária apresentada pelo ministro da economia Paulo Guedes. A isenção de impostos sobre obras literárias proposta há 74 anos por um dos escritores brasileiros mais traduzidos do mundo pode estar com os dias contados.


A importância social do acesso à literatura
A taxação de livros tem um efeito cascata que acaba custando caro não apenas ao leitor, como também ao mercado editorial – que há anos não anda bem das pernas – e, em última instância, ao desenvolvimento econômico e social do país. A gente explica.


Taxar um produto significa, quase sempre, um aumento no valor do produto final. Isso porque ao menos uma parte desse imposto será repassada ao consumidor, especialmente se considerarmos que as editoras e livrarias enfrentam há anos uma crise agora intensificada pela pandemia e não poderiam retirar o valor desse imposto de seu já apertado lucro.

Livros mais caros também resultam em queda de vendas, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras e as impede de investir em novas publicações – especialmente aquelas de menor apelo comercial, mas igualmente importantes para a pluralidade de ideias. Já deu para perceber a confusão, não é? Mas, além disso, qual seria o custo de uma sociedade com menos leitores e menos livros?

Em um Manifesto em Defesa do Livro, diversas associações do setor como a ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro), a ANL (Associação Nacional das Livrarias), a CBL (Câmara Brasileiro do Livro) e outras relembram a famosa frase de Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”, publicada no livro América em 1932 – e que depois ganhou o acréscimo da palavra “ideias” no final pelo editor José Olympio. Mas quem de fato consolidou em texto a importância da literatura como um direito humano foi o escritor e crítico literário Antônio Candido, em 1988, ao proferir em discurso e depois publicar em uma coletânea sobre o direito à literatura.

Em determinado trecho, ele afirma que “assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade”. Candido também afirma que “pensar em direitos humanos [e aí, para ele, também incluía-se o direito à literatura] tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo.”

Ou seja, o livro não deveria, em última instância, ser pensado como um artigo de luxo ou como um privilégio de uma minoria mais rica: se ele é indispensável para um classe privilegiada – como afirmou o ministro Paulo Guedes ao dizer que quem compra livros hoje, poderia continuar os comprando mesmo com o aumento do preço – também deve ser indispensável para a população mais pobre.

E vale mencionar, é claro, que não é de todo verdade presumir que apenas ricos leem e compram livros. Dados da última pesquisa Retratos da leitura no Brasil, lançada em 2016 pela Fundação Pró-Livro, mostram que, em 2015, a classe A ainda era a única na qual o número de compradores de livros (63%) superava a de não compradores, mas também aponta que há quem compre livros nas classes B (40%), C (24%) e D/E (13%). A presença desse público leitor de classes menos privilegiadas em eventos literários como a Bienal do Livro e a Flup (Festa Literária das Periferias) também é sinal de que o ministro da economia poderia ter ido mais a fundo em suas pesquisas. Em artigo publicado na Folha de São Paulo, o fundador da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, aponta que, na última Flup, 97% do público se declararam leitores frequentes de livros, sendo que 72% não são brancos e 68% pertencem às classes C, D e E.


Economia a longo prazo
No Manifesto em Defesa do Livro, as entidades do setor lembram também um fator muito importante que pesa em favor da isenção dos livros. Embora a curto prazo pareça uma boa ideia para o governo incluir os livros entre os produtos taxados pela nova CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, que reunirá outros dois impostos existentes hoje, o Pis/Pasep e o Cofins), basta observar globalmente os exemplos de países que se desenvolveram investindo pesado em educação para perceber que, a longo prazo, restringir o acesso aos livros e, consequentemente, ao desenvolvimento intelectual de seus cidadãos, pode não ser uma ideia tão boa assim.

Segundo o manifesto, um relatório de 2018 da International Publishers Association (IPA) argumenta que “o livro é um ativo estratégico para a economia criativa, que facilita a mobilidade social assim como o crescimento pessoal e traz a médio prazo benefícios sociais, culturais e econômicos para a sociedade”.

Mas, você quer o argumento de alguém mais “isento” nessa história do que editores e escritores? Theodore Schultz, premiado com o Nobel de Economia em 1979, já apontava naquela época o caminho das pedras para um país tornar-se desenvolvido e rico: é necessário investir não só em “capital físico” (como indústria e infraestrutura), mas também em “capital humano”, que tem como elemento central a educação. Em sua coluna no G1, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Samy Dana explicou a conclusão de Theodore Schultz: “Segundo ele, mesmo que isso [investir em educação] tenha um custo, quanto mais se investe na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos.”

Ou seja, a tributação de livros parece não encontrar argumentos bons o suficiente pela via econômica, e muito menos pela social.





Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br       Por Taís Ilhéu
Getty Images/Lucas Silva/Guia do Estudante/Reprodução

Dúvidas sobre o Auxílio Emergencial podem ser esclarecidas direto pelo Fala.BR



O cidadão que fez o cadastro para receber o Auxílio Emergencial e tem alguma dúvida sobre o benefício, ou mesmo surgiu algum impedimento para a continuidade do recebimento, agora pode contar com a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do Governo Federal, chamada de Fala.BR, criada com o objetivo de ajudar cada cidadão a compreender dificuldades específicas.

Trata-se de um canal da Ouvidoria da Controladoria-Geral da União (CGU), destinada a receber reclamações, solicitações, sugestões ou denúncias. A resposta virá diretamente do Governo Federal. Teve problemas com o Auxílio Emergencial? Acesse: Sistema Ouvidorias





terça-feira, 1 de setembro de 2020

Auxílio emergencial de R$300 é prorrogado até o fim do ano; Valor cai pela metade


 O auxílio emergencial, voltado às pessoas mais afetadas pelo crise econômica causada pelo coronavírus, será prorrogado até o fim do ano, porém o valor será reduzido para R$ 300. Atualmente é R$ 600. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (01), após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reunir no Palácio da Alvorada com líderes e presidentes de partidos do Centrão. No fim de semana, o presidente sinalizou que iria prorrogar o auxílio até o final de 2020, mas não falou sobre valores.

"Agora resolvemos prorrogá-lo [o auxílio] por medida provisória até o final do ano. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. R$ 300 reais. O valor como tínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende", disse o presidente, em entrevista após a reunião.

A proposta do governo de reduzir valor para R$ 300 não agradou o Congresso.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

Brasileira assintomática passou cinco meses infectada pelo coronavírus


 Uma brasileira carregou por cinco meses o coronavírus, com capacidade de infectar outras pessoas. O mais surpreendente é que ela passou todo esse tempo sem apresentar sintomas. O caso, que é considerado o mais longo de infecção do vírus no mundo, está sendo acompanhado por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para os pesquisadores, o caso reforça que os assintomáticos são os pilares de sustentação da disseminação do Sars-CoV-2. Identificada apenas como Paciente Número 3, a mulher adoeceu em março e ficou três semanas com sintomas leves.

Depois, os sintomas foram embora, mas o coronavírus não. A paciente é uma profissional de saúde do Rio de Janeiro. O estudo é comandado pelos cientistas Luciana Costa, Amilcar Tanuri e Teresinha Marta Castineiras, professores do Instituto de Microbiologia, do Instituto de Biologia e da Faculdade de Medicina da UFRJ.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

Pandemia provocou saída de 254,5 mil usuários de planos de saúde


 O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) informou hoje (31) que 254,545 mil beneficiários deixaram os planos de saúde médico-hospitalares entre abril e julho deste ano. A redução, de 0,5%, é explicada como decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O segmento tem agora 46.758.762 beneficiários, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Na análise de 12 meses encerrados em julho de 2020, comparativamente ao mesmo período do ano passado, foram perdidos 112,244 mil beneficiários, queda de 0,2%. De julho de 2019 a julho deste ano, entretanto, a diferença entre adesões e cancelamentos apresentou saldo positivo de 35.558 beneficiários.

O superintendente executivo do IESS, José Cechin, disse que “alguns números podem ser alterados pela agência [ANS] em função das revisões por parte das operadoras, mas o leve saldo positivo no mês de julho pode indicar que o mercado brasileiro começa a se estabilizar após o forte impacto da crise sanitária”.

Segundo Cechin, no início da pandemia, em fevereiro e março, ocorreram mais adesões do que cancelamentos de planos médico-hospitalares. Já a partir de abril, o setor passou a registrar baixas sucessivas de beneficiários, como consequência do alto índice de demissões, perda do poder aquisitivo da população, fechamento de empresas e interrupção de atividades.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Livro clássico de Agatha Christie muda de título na França para excluir linguagem racista


O clássico "Dix petits nègres”, ou em português “Dez negrinhos”, teve seu nome alterado na nova edição lançada nesta quarta-feira, 26, na França. O livro, que é um dos maiores sucessos da escritora inglesa Agatha Christie foi rebatizado como "Ils étaient dix” (em português: “Eram dez”).

A mudança teve a autorização de James Prichard, bisneto de Agatha. "Não devemos continuar a usar palavras que podem machucar: este é o comportamento de 2020”, disse ele em entrevista ao canal de televisão alemão RTL.


Para ele, sua bisavó estava preocupada em divertir os leitores e não teria gostado se soubesse que uma de suas expressões pudesse machucar alguém.


Livro clássico de Agatha Christie muda de título na França para excluir linguagem racista (Foto: Bettmann Archive)

Publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1938, o livro tinha como título original “Ten Little Niggers”, mas nos anos 80 foi alterado para “And Then There Were None”. Já no Brasil, o livro era originalmente chamado de "O caso dos dez negrinhos”, mas há mais de dez anos foi alterado para "E não sobrou nenhum”.





Fonte: https://revistaglamour.globo.com      POR MALU PINHEIRO

Caixa paga auxílio a beneficiários do Bolsa Família com NIS final 8


 A Caixa continua nesta quinta-feira (27) com o pagamento da 5ª parcela do auxílio emergencial para os beneficiários do programa Bolsa Família. A cada dia, o saque é liberado a um novo grupo conforme o final do Número de Identificação Social (NIS). Ao todo, 19,2 milhões de pessoas cadastradas no programa receberão o dinheiro até 31 de agosto.
O socorro financeiro, com parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), foi criado para reduzir os efeitos da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19.
Hoje, é a vez dos beneficiários com NIS final 8 que podem fazer o saque em espécie. Os primeiros a receber foram os beneficiários com NIS final 1, no último dia 18. Amanhã será a vez dos beneficiários com NIS final 9 e o pagamento termina com o NIS final 0, na próxima segunda-feira (31). Não há pagamentos nos fins de semana.
O recebimento do auxílio emergencial por esse público é feito da mesma forma que o benefício regular do Bolsa Família, utilizando o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui ou por crédito na conta Caixa Fácil.

Demais beneficiários
Os demais beneficiários do auxílio emergencial, como os trabalhadores informais, recebem inicialmente o crédito do benefício na poupança social da Caixa, conforme calendário organizado por mês de nascimento. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível fazer compras online em estabelecimentos autorizados e pagar boletos.
O saque em dinheiro do benefício, em uma agência do banco, é autorizado posteriormente, de acordo com calendário definido pelo governo, considerando também o mês de nascimento do beneficiário. As transferências para outros bancos ou para contas na própria Caixa seguem o mesmo calendário de saque. Nesse caso, os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas pelo beneficiário.

Também nesta quinta (27), a Caixa libera saques e transferências para beneficiários nascidos em julho.





Oxford confirma que anticorpos contra coronavírus duram apenas três meses



O primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil, apontado pela USP (Universidade de São Paulo) há três semanas, pode ter explicação científica. Estudo de Oxford, no Reino Unido, indica que os anticorpos do novo coronavírus duram apenas três meses no organismo.

Durante transmissão ao vivo no YouTube, o professor John Bell afirmou que pessoas diagnosticadas com a Covid-19 em março já podem estar suscetíveis a reinfecções porque os anticorpos podem se esgotar entre 10% e 30% a cada mês.

Estudo feito pela King’s College, de Londres, com cerca de 90 pessoas apontou que as células de defesa atingiam um ápice três semanas após os primeiros sintomas e depois desapareciam rapidamente.

Em casos de doenças respiratórias causadas por coronavírus (como Sars e Mers), é criada uma imunidade de cerca de dois anos. Em outras variações do vírus (como a OC43 e a HKU1), pacientes ficaram imunes por um determinado período de tempo.

No Brasil, a paciente reinfectada é uma técnica de enfermagem de 24 anos que tem histórico de sobrepeso e dor de cabeça, mas sem comorbidades relacionadas à Covid-19.

Em 4 de maio, a paciente teve contato com um colega de trabalho com coronavírus. O primeiro diagnóstico positivo veio nove dias depois, e a técnica de enfermagem se recuperou bem da doença.

Foram 38 dias assintomática até a segunda infecção. Em 27 de junho, os sintomas da Covid-19 voltaram e ela teve um novo diagnóstico positivo para a doença em 2 de julho.

Da segunda vez, a infecção não evoluiu tão quanto na primeira. Além de ter mais dois familiares contaminados, a técnica de enfermagem apresentou sintomas mais fortes durante 12 dias.

Para os pesquisadores, o caso requer atenção do poder público. "Essa constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde", afirma o texto do estudo.

Segundo a publicação, apenas um caso, em Boston (EUA), tem semelhança com o brasileiro, já que casos de reinfecções podem ser confundidos com "falsos positivos".





Imagem: https://www.nahoraonline.com/oxford-confirma-que-anticorpos-contra-coronavirus-duram-apenas-tres-meses/

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Defenda o Livro: por que cobrar impostos em cima de livros é um problema?


Se você procurar na internet a média de livros que um brasileiro lê, vai se surpreender com o baixo número. Apesar do país possuir um mercado relativamente grande, é muito pequeno se comparado a outros países. E o nosso governo, em vez de estimular o hábito de leitura, pode adotar uma medida que irá tornar esse costume ainda mais raro.

Não é novidade pra ninguém que o Twitter é o lugar para encontrar ótimos memes e dar boas risadas, né? No entanto, engana-se quem acha que não há espaço para assuntos mais sérios na rede social. Nesta terça-feira (11), a hashtag #DEFENDAOLIVRO encontra-se entre o assuntos mais comentados e por um motivo muito importante: a taxação de impostos em cima das editoras de livros. Se você ainda não entendeu a seriedade do assunto, pode deixar que o Purebreak vai explicar o que está rolando e porque devemos nos preocupar.

Desde 1946, o mercado de livros é protegido pela Constituição de pagar impostos. O objetivo sempre foi tornar popular o acesso à leitura. No entanto, uma reforma tributária idealizada pelo Ministério da Economia pode mudar isso. A ideia é que livros, a partir de agora, sejam taxados em 12% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). E isso, claro, fará com que livros fiquem mais caros. Além da nova medida afetar bastante o setor, que já vê o seu faturamento diminuir bastante desde 2006 - e que sofreu ainda mais em 2020 por conta da pandemia do Coronavírus -, isso diminuirá o acesso à leitura. E não era bem essa a ideia da nossa Constituição, né?

Durante a audiência na Comissão Mista da Reforma Tributária, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu diversas declarações problemáticas sobre o assunto, dando a entender que o hábito de comprar livros seria "coisa de rico". Nem é preciso dizer que esse argumento foi a cereja do bolo para deixar a internet ainda mais revoltada, né? Afinal, se já estamos falando de um hábito que é elitizado, a resposta para isso é torná-lo ainda mais caro? Para tentar diminuir a polêmica, Guedes ainda declarou que o governo faria doações de livros. No entanto, não há nenhuma confirmação oficial desta ação.

De acordo com dados levantados pela Folha de São Paulo, na última edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que contou com 600 mil pessoas, a maioria era de jovens da classe C. Na Flup (Feste Literária das Periferias), os dados mostram que 97% se declaram leitores frequentes, 51% têm entre 10 e 29 anos, 72% são não brancos e 68% pertencem às classes C, D e E. Ou seja, a reforma tributária em cima do mercado de livros vai sim atrapalhar a vida de muitos leitores.


Veja como o assunto está repercutindo no Twitter:



Mais de 107 mil pessoas devolveram auxílio emergencial recebido de forma indevida


 Ministério da Cidadania afirmou já ter recebido de volta cerca de R$ 100 milhões, devolvidos por mais de 107 mil pessoas que receberam indevidamente o auxílio emergencial pago durante a pandemia da Covid-19. De acordo com a pasta, as pessoas emitiram Guias de Recolhimento da União (GRU) para devolver a quantia, sendo que 81,7 mil devoluções foram feitas por civis, enquanto 25,9 mil foram de militares.

A devolução dos valores recebidos indevidamente pode ser feita pelo site do próprio ministério, na seção do auxílio, bastando que o beneficiário informe o número do CPF e a data de nascimento. Após isso, será preciso selecionar a opção de pagamento da GRU: “Banco do Brasil” ou “qualquer Banco”.

Para pagamento no Banco do Brasil, basta marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”. Já para pagamento em qualquer banco, é necessário informar o endereço do beneficiário e seguir as indicações. O sistema vai gerar uma guia com o valor integral recebido pelo cidadão, que pode ser paga em diferentes canais de atendimento dos bancos, como internet banking, caixa eletrônico e guichê de caixa.





Fonte: www.verdinhoitabuna.blog.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

COVID-19 | Vacina da Moderna vai custar no mínimo R$ 170 por dose

Vacina da farmacêutica norte-americana Moderna vai custar no mínimo R$ 170 por dose (Imagem: Reprodução/Pixabay)


Nessa pandemia, seguimos no aguardo por uma candidata à vacina que possa ser uma verdadeira aliada na luta contra a COVID-19. Atualmente, há 165 imunizações em desenvolvimento, 26 destas em testes com seres humanos e 139 em ensaios iniciais. Na última quarta-feira (5), o laboratório Moderna anunciou que cada dose de sua candidata a vacina custará de US$ 32 a US $37, o que é equivalente a cerca de R$ 170 a R$ 196, na conversão direta.

Durante uma vídeoconferência, o diretor-executivo Stéphane Bancel afirmou que a empresa será responsável pelo preço "bem abaixo do valor da vacina" e acrescentou que acordos de maior volume terão preço mais baixo por unidade, mas o imunizante da Moderna é um dos mais caros. Nesse mesmo período, por exemplo, os EUA fecharam contrato bilionário para compra da imunização em desenvolvimento pela Johnson & Johnson, e cada dose saiu por US$ 10 (o que equivale a R$ 53). Por sua vez, o acordo do governo norte-americano com a Pfizer e a BioNTech levou a um valor de US$ 19,50 (cerca de R$103) por unidade.

A Moderna recebeu quase US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) do governo dos EUA para acelerar o desenvolvimento de vacinas, mas por enquanto ainda não houve um acordo de fornecimento com o país. Vale ressaltar que a farmacêutica em questão também já revelou que está conversando com alguns países com a intenção de vender sua candidata a vacina, tendo recebido cerca de US$ 400 milhões (o que equivale a cerca de R$ 2,1 bilhões) em depósitos.

A ideia por trás da vacina da Moderna é usar o material genético do novo coronavírus (RNA) para induzir o organismo a produzir anticorpos para lutar contra o micro-organismo causador da COVID-19. Nas duas primeiras fases de testes da vacina, 45 pessoas de 18 a 55 anos receberam o imunizante. Nisso, os pesquisadores por trás do desenvolvimento dessa candidata à vacina encontraram anticorpos capazes de neutralizar o vírus responsável por essa pandemia.





Fonte: https://br.financas.yahoo.com       Por Nathan Vieira