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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Hábito irresistível de cheirar livros ganha finalmente uma explicação científica

Se para a maioria de nós os livros são objetos a serem adorados e devorados com os olhos, através das histórias ou do conhecimento que oferecem, para alguns eles antes devem ser sentidos pelo nariz – pelo olfato por conta do singular (e irresistível) aroma que possuem. Se você é uma dessas pessoas que começa uma leitura pelas narinas, não se preocupe: a ciência explica essa inevitável obsessão de cheirar qualquer página, nova mas principalmente as maios antigas, antes de começar a ler. Como em quase tudo, a resposta está na química – e o cientista inglês Andy Brunning publicou um estudo para explicar o que há no perfume peculiar dos livros.

© Shutterstock

Segundo Brunning, nos livros novos o caso é mais complicado de determinar com precisão a origem do odor: são centenas de compostos envolvidos na produção das páginas mas, para ele, três elementos seriam as fontes mais fortes do cheiro: as tintas, o adesivo usado na encadernação dos livros, e o próprio papel, assim como os produtos químicos utilizados em sua fabricação. No caso dos livros antigos, porém, o processo de envelhecimento e, assim, de liberação do tão característicos odor dos livros mais velhos, é mais fácil de ser compreendido e determinado – com traços de baunilha, amêndoa e cheiros doces como de flores.

© Flickr

O processo sucede a partir do desgaste da celulose e da lignina contidas no papel com o tempo – que provoca o amarelecimento das páginas e a liberação dos elementos orgânicos que provocam o tal cheiro. Além da baunilha, assim surge o benzaldeído (que mais parece um perfume de amêndoa), o etilbenzeno e etilhexanol, que provocam cheiros doces parecidos com o perfume de algumas flores. A qualidade mais elevada do papel utilizado nos livros mais novos, se por um lado garantem uma longevidade maior às publicações, inibem a liberação desses componentes – e a produção do cheiro irresistível para tantos dos livros antigos.


© Getty Images


E se você não costuma frequentar sebos, mantém toda sua biblioteca em formato digital com os e-books, mas sente saudade do perfume dos livros, não se preocupe: o cheiro já foi engarrafado, e é vendido em spray: só tome cuidado para não encharcar seu kindle, e boa leitura.


© Getty Images





Fonte: www.hypeness.com.br      Por Vitor Paiva

terça-feira, 2 de junho de 2020

DNA revela parte do segredo dos Manuscritos do Mar Morto


Tatyana Bitler, curadora da Autoridade de Antiguidades de Israel, mostra fragmentos de pergaminhos do Mar Morto em um laboratório em Jerusalém, em 2 de junho de 2020


Alguns dos Manuscritos do Mar Morto, uma coleção de textos milenares, incluindo o texto bíblico mais antigo em hebraico, não vêm do deserto onde foram encontrados - conclui um estudo tornado público nesta terça-feira (2) sobre o DNA dos fragmentos desses pergaminhos.

Os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas cavernas de Qumran, aos pés do Mar Morto, na atual Cisjordânia ocupada, são considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos, porque incluem textos religiosos em hebraico, em aramaico e grego, bem como a versão mais antiga conhecida do Antigo Testamento.

Os documentos mais antigos datam do século III a.C., e os mais recentes foram escritos no ano 70, na época da destruição do Segundo Templo judeu pelas legiões romanas.

Muitos especialistas acreditam que os Manuscritos do Mar Morto foram escritos pelos essênios, uma seita judia dissidente que se retirara para as cavernas de Qumran, no deserto da Judeia. Outros acreditam, no entanto, que uma parte foi escondida pelos judeus que queriam protegê-los dos romanos.

Para tentar obter respostas e lançar luz científica sobre um debate teológico, os pesquisadores israelenses estudaram o DNA de fragmentos de manuscritos escritos em peles de animais.

"Descobrimos, analisando fragmentos de pergaminhos, que certos textos foram escritos nas peles de vacas e de ovelhas quando, antes, estimávamos que todos haviam sido escritos em peles de cabras", explica à AFP Pnina Shor, pesquisadora da Autoridade de Antiguidades de Israel, que lidera o projeto para estudar esses manuscritos.

"Isso prova que esses manuscritos não vêm do deserto onde foram encontrados",afirma a pesquisadora israelense.

Mas de onde exatamente eles vêm e por quem foram escritos? Essas perguntas permanecem sem resposta, mas o estudo do DNA, realizado por sete anos em 13 textos por uma equipe também da Universidade de Tel Aviv, abre caminho para novas descobertas, segundo Shor.

"Finalmente, seremos capazes de encontrar a resposta para a questão essencial da identidade dos autores desses manuscritos, e esses primeiros resultados terão um impacto no estudo da vida dos judeus na época do Segundo Templo", acrescenta.


- Quebra-cabeça bíblico -
Essas pesquisas arqueológicas continuam sendo um assunto delicado em Israel e nos Territórios palestinos, onde os resultados são, às vezes, usados por associações, ou por partidos políticos, para basear suas reivindicações sobre lugares de memória reivindicados por palestinos e israelenses, como o Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo, e denominado Esplanada das Mesquitas pelos muçulmanos.

Entre as descobertas da equipe de Shor, estão trechos do livro bíblico de Jeremias (profeta que viveu no século VI a.C.), vários fragmentos dos quais há muito tempo eram considerados pelos pesquisadores como sendo do mesmo manuscrito.

"Vemos diferenças tanto no conteúdo quanto no estilo de caligrafia, mas também na pele animal usada para o pergaminho, o que prova que elas são de origens diferentes", disse Beatriz Riestra, uma das pesquisadoras que participaram deste estudo.

No total, cerca de 25.000 fragmentos de pergaminhos foram descobertos ao longo dos anos no deserto da Judeia. A pesquisa sobre esses textos é incessante há 60 anos.

"Ao caracterizar as relações genéticas entre diferentes fragmentos dos pergaminhos, os pesquisadores conseguiram discernir importantes relações históricas", disse o professor Oded Rechavi, da Universidade de Tel Aviv.

"É como montar um quebra-cabeça. Existem muitos fragmentos de pergaminhos que não sabemos como conectar e, se juntarmos peças erradas, isso pode mudar consideravelmente a interpretação", especifica.

"A pesquisa está apenas no início, mas já mostra resultados convincentes", afirma Shor, que lembra que seu papel também é preservar os manuscritos e que este estudo não pode ser realizado em todos os fragmentos existentes, por medo de danificá-los.





Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com       Por Michael BLUM

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A Bíblia deve ser lida ao pé da letra? Descoberta recente rebate essa ideia



Polêmica está em documento que ficou escondido por 1.500 anos.

Uma descoberta surpreendente pôs em dúvida a interpretação tradicional da Bíblia. De acordo com a abordagem cristã moderna, a Bíblia é, literalmente, a palavra de Deus e, por isso, não está aberta a interpretações. No entanto, a tradução mais antiga para o latim dos evangelhos, revelada recentemente, contradiz essa ideia.

Esse documento antiquíssimo ficou escondido por 1.500 anos dentro de um manuscrito anônimo na biblioteca da Catedral de Colônia. Porém, em 2012, a Universidade de Salzburgo digitalizou o manuscrito e um acadêmico austríaco percebeu a grandiosidade da descoberta ao traduzi-lo. Trata-se da primeira interpretação em latim dos evangelhos, perdida no tempo.

O texto é anterior à Vulgata, a primeira tradução da Bíblia hebraica e grega para o latim, realizada por São Jerônimo, sob encomenda do Papa Dâmaso I. E após o trabalho de tradução para o inglês, o acadêmico Hugh Houghton concluiu que os primeiros estudiosos bíblicos não interpretavam os evangelhos como uma história, mas como uma série de mensagens codificadas que representavam elementos-chave do Cristianismo.

Essa teoria contradiz a visão atual do Cristianismo sobre a Bíblia e sua interpretação como palavra literal de Deus. A hipótese descarta ideias tão enraizadas no Cristianismo como a de que o mundo teria sido criado em seis dias e que a Terra não possuiria mais que seis mil anos. O texto revelador será publicado em breve junto com o documento original em latim.





Fonte: https://seuhistory.com

domingo, 19 de abril de 2020

Quem inventou o livro?


O formato de livro como conhecemos hoje, o chamado códice, não é e nunca foi o único existente. Antes dessa encadernação de capa e páginas montadas em sequência, houve outras formas.

Os primeiros livros foram criados pelo povo sumério, quando este começou a escrever em tabletes de argila, por volta do ano 3.200 a.C. na Mesopotâmia, atual Iraque. O conteúdo, naquela época, era composto por leis, assuntos administrativos e religiosos, lendas e até poesia.

“A característica fundamental de um livro é ser portátil. Por isso não valem como livros as inscrições em rochas”, explica Aníbal Bragança, professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense e pesquisador em Produção Editorial.

Com o tempo, o livro ficou mais leve graças à descoberta de outros materiais, como o papiro, obtido a partir de uma planta egípcia, e o couro de animais, dos quais o produto mais conhecido é o pergaminho.

A região de Pérgamo (onde hoje é a Turquia) desenvolveu o pergaminho por causa de uma proibição de importar papiro. Ela e Alexandria disputavam o posto de possuidoras da maior biblioteca do mundo conhecido. Para dificultar o crescimento da concorrente, o rei egípcio Ptolomeu V proibiu a exportação do papiro para aquele local.

Nessa época, o formato comum era o rolo ou o volume, feito de folhas de pergaminho coladas lado a lado. Essa colagem era depois enrolada em dois bastões de madeira ou marfim. Assim, as pessoas poderiam ler o pergaminho da mesma maneira como estavam acostumadas com o papiro, ou seja, desenrolando de um lado e enrolando de outro.

O papel chegou à Europa trazido da China por mercadores árabes apenas no século 12 e, mesmo com o novo suporte, os livros continuavam a ser manuscritos, copiados por monges. O trabalho era cansativo e um exemplar podia levar até mais de um ano para ficar pronto.

Isso só mudou na década de 1450, quando o alemão Gutemberg inventou a prensa e os tipos móveis, o que trouxe rapidez à produção do livro. A primeira obra impressa por ele foi a Bíblia.

Foi também este o primeiro livro que chegou ao Brasil, trazido pelos colonizadores. “Depois disso, os jesuítas trouxeram obras para suas missões e seus conventos, inclusive para ensinar e catequizar”, diz o professor Aníbal.

Como em todos os países, também havia censura em Portugal, especialmente por parte da Igreja, e isso se refletia no Brasil. Assim, os livros censurados só podiam circular por aqui de maneira clandestina. Os outros entravam livremente, trazidos pelos colonizadores, pelos brasileiros que iam estudar em Portugal e em outros países, e pelos comerciantes.

No entanto, os livros só puderam ser feitos no Brasil a partir de 1808, quando a família Real portuguesa se mudou para cá e trouxe uma máquina impressora. Antes disso, era crime ter uma tipografia no país.




Escrita Cuneiforme - O que é, quando surgiu e principais características


Você já parou pra pensar como a escrita teve início? A escrita nem sempre foi algo simples e fácil de se decodificar. Isso porque, tudo começou de forma bem complexa. Antigamente, mais precisamente com os povos sumérios, a escrita era feita por meio de símbolos e formas. O modelo de comunicação feito em tabuletas ficou conhecido como escrita cuneiforme.

Assim, os primeiros registros desse tipo de escrita surgiram quase ao mesmo tempo que os hieróglifos, por volta de 3.500 a.C. Logo, era uma forma de se comunicar que utilizava objetos em forma de cunha. Além disso, possuía diversos sinais, o que tornava a escrita difícil de ser decifrada.

A escrita cuneiforme foi criada e, até chegar ao que conhecemos hoje, passou por diversas etapas. Uma das ferramentas mais utilizadas nessa escrita era a argila. Assim, foi bastante útil em questões que envolviam a administração das terras, pois era possível controlar registros, fazer cálculos e transações comerciais.


Escrita Cuneiforme
Os sumérios foram os povos que inventaram a escrita cuneiforme. Ou seja, se caracteriza como uma das mais antigas formas de escrita da Antiguidade. No início, apenas os sumérios conseguiam decifrar os mais de 2000 sinais que a escrita possuía. Entretanto, com o passar dos anos, a escrita sofreu modificações e, com isso, começou a ser utilizada por outros povos.

Dessa forma, depois que a escrita foi simplificada, os povos da Mesopotâmia a aderiram como a principal forma de comunicação. Assim, era utilizada, principalmente, no comércio, além de registrar os pensamentos dos povos da época.

Inscrição suméria no monumento de estilo arcaico. Resultados da pesquisa. Fonte: Thpanorama

Após diversos povos da Antiguidade aderirem à escrita cuneiforme, algumas modificações à tornaram única para cada estado. Ou seja, a escrita que antes assíria passou a ser denominada escrita dos babilônios. Dessa forma, vários foram os registros feitos pelos povos da Mesopotâmia, que deixaram registrados momentos importantes da época.

Por ser extremamente complexa de se entender, a escrita cuneiforme não era do conhecimento de todos os habitantes dos estados. Assim, somente em meados do século XX que registros dessa escrita foram encontrados e, assim, os estudos sobre a complexidade desse tipo de comunicação puderam ser feitos.

Mapa da antiga Mesopotâmia. Fonte: Doctrina

Dessa forma, para que os símbolos da escrita pudessem ser decodificados, os estudiosos deveriam ter conhecimentos em línguas como o Hebreu e o Hebraico. Assim, com o auxílio dos dois vocabulários, poderiam encontrar significados semelhantes para os registros dos tabuletas cuneiformes.


Principais características
O nome escrita cuneiforme representava a escrita em forma de cunha sinais, ou seja, eram mais de 2000 sinais cuneiformes gravados em tábulas de argila. Os sinais representavam uma espécie de pictogramas e eram postos de forma vertical.

Inscrição cuneiforme trilíngue. Fonte: História das artes visuais

Com o passar dos anos, os pictogramas difíceis de se decifrar, foram dando forma a conjuntos de sinais fonéticos. Os sinais possuíam sons silábicos e começaram a ser escritos na horizontal. Além disso, eram escritos da esquerda para a direita, assim como fazemos nos dia de hoje.

Assim, a principal característica da escrita cuneiforme estava em transmitir uma mensagem. Entretanto, com o passar do tempo, a escrita começou a ser utilizada para fazer registros importantes da época. Assim, era bastante útil na administração dos estados da Mesopotâmia.

Alfabeto da escrita cuneiforme. Fonte: Pinterest

Além disso, era comum que receitas, vocabulários, hinos, rezas textos sobre Matemática, Astronomia e Medicina fossem escritos por meio da escrita cuneiforme. Por fim, a escrita desenvolvida pelos sumérios atravessou diversas culturas e diferentes povos sendo utilizada por quinze línguas diferentes.

Você sabia?
Para que a escrita cuneiforme fosse decodificada, o estudo sobre a cultura das antigas civilizações foi imprescindível;
A paleografia é a ciência destinada à estudar as escritas antigas, os símbolos e significados;





Fonte: https://conhecimentocientifico.r7.com     Por Dayane Borges

sábado, 18 de abril de 2020

Quem foi o autor que mais escreveu livros na história?



Em algum momento você já deve ter se perguntado: Quem foi o autor que mais escreveu livros na história? Sobre o que ele escreveu e quantos livros foram?

O Guinness reconhece, desde 1993, o ex-médico Ryoki Inoue como o romancista mais prolífico do mundo.

Sua carreira literária teve início em 1986 e, em 31 anos de atividade, ele já publicou mais de 1.100 livros, assinando-os com 39 nomes diferentes.

A maioria dos livros de Inoue são de faroeste, policiais e de aventura, incluindo Sequestro Fast-Food, E Agora, Presidente? e Vencendo o Desafio de Escrever um Romance.

Número incrível!

999 livros foram escritos por Ryoki Inoue nos seis primeiros anos de carreira.





Fonte: Super Interessante

O leitor, na teoria literária, é uma das três entidades da história


O leitor, na teoria literária, é uma das três entidades da história, sendo as outras o narrador e o autor. O leitor e o autor habitam o mundo real. É função do autor criar um mundo alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. É função do leitor entender e interpretar a história. Já o narrador existe somente no mundo da história e aparece de uma forma que o leitor possa compreendê-lo.

Algumas teorias, tanto na literatura como na comunicação, estudam especificamente o leitor. São as teorias da recepção.





Fonte: https://pt.wikipedia.org
Image: https://editoras.com