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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Edi Rock denuncia assassinatos de negros no Brasil no clipe de Vidas Negras Importam

© Fornecido por Pipoca Moderna 

O rapper Edi Rock, integrante do grupo Racionais MC’s, lançou o clipe de “Vidas Negras Importam”, música que faz parte de um novo álbum chamado “Origens – Parte 2”.

A faixa tem como refrão o slogan do movimento americano Black Lives Matter, que denuncia o assassinato em série de negros por policiais americanos. O movimento está à frente das reações de protesto nos EUA contra a morte de George Floyd, que se tornaram um protesto mundial contra o preconceito racial.

Edi Rock usa o clipe para denunciar os assassinatos de negros cometidos no país, mostrando fotos de várias vítimas de execução ou falta de preparo da polícia brasileira, desde a vereadora Marielle Franco, brutalmente executada por policiais militares, até crianças, como as meninas Ágatha e Maria Eduarda e o menino João Pedro.

Na página do clipe no YouTube, Edi Rock contou que estava trabalhando na produção do novo álbum desde o ano passado e reforçou que sua contribuição para o momento é por meio das músicas. “Nada mais oportuno, já que o momento de ataques contra o povo negro pede posicionamento e atitude”, escreveu. “Espero que seja instrumento de inspiração, mobilização e ação. A luta é contínua… não se cale!!! ‘Vidas Negras Importam’”.

Falando para o jornal Alma Preta, ele ainda detalhou a inspiração do clipe. “Quando ela [a música] estava sendo mixada no estúdio, o João Pedro foi morto e pouco depois foi o caso do George Floyd, nos EUA. Precisamos dizer um basta à violência policial”, lamentou o cantor.

O dinheiro arrecadado com a exibição do clipe no YouTube e outros locais será destinado à CUFA, Central Única das Favelas.






Fonte: www.msn.com      Por Marcel Plasse

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Hoje Pedro Paulo Soares completa 50 anos! Parabéns Mano Brown


Pedro Paulo Soares Pereira, popularmente conhecido como Mano Brown. Nasceu no dia 22 de abril de 1970. Hoje completando 50 anos de vida, Brown é uma figura importante do hip-hop nacional e também líder de um dos grupos de rap mais importantes da história da música brasileira.

As suas composições junto ao Racionais Mc’s foram o início da formação política de vários sujeitos periféricos e favelados Brasil afora. Ao lado de Edi Rock, Brown é responsável por compor grandes clássicos do grupo, como Negro Drama e Fim de Semana no Parque.

Denunciando a desigualdade social, o racismo, encarceramento em massa, pobreza e fome das periferias de São Paulo.

Brown e os Racionais Mc’s marcaram época e foram responsáveis por um dos discos mais importantes da história da música brasileira, lançado em 1997, Sobrevivendo no Inferno marcou época e permanece profundamente atual.





Fonte: https://twitter.com/minervinosp

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Dirigido por Spike Jonze, documentário sobre Beastie Boys ganha trailer

Documentário sobre Beastie Boys chega na Apple TV+ em abril | Foto: Reprodução / Facebook / CP 

Dirigido por Spike Jonze, o documentário sobre Beastie Boys ganhou um trailer nessa semana. Intitulado "Beastie Boys Story", o filme estreia no dia 24 de abril na Apple TV+. Antes de estrear na plataforma, o filme será exibido no festival SXSW em março e depois entrará em cartaz em vários cinemas IMAX em 3 de abril.

Mike Diamond e Adam Horovitz compartilham a história da banda e os 40 anos de amizade neste filme descrito como um documentário ao vivo, onde filmagens de arquivo se misturam com videoclipes do grupo.

A produção é baseada no livro "Beastie Boys Book", lançado em 2018, que traz as histórias da banda e homenageia o integrante Adam "MCA" Yauch, que morreu em 2012, aos 47 anos, de câncer.

Junto com o documentário, Spike Jonze também vai lançar um livro de fotos de arquivo pessoal, de quando cobriu a carreira do Beastie Boys.
Confira o trailer



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Eminem conquista marca histórica com seu novo álbum


O novo álbum do Eminem, “Music To Be Murdered By”, permanece no topo das paradas mundiais de música e música da Apple por 7 dias seguidos, conquistando um feito histórico. Com o lançamento surpresa do disco, Eminem também ocupa a primeira posição no iTunes em 41 países. No meio da primeira semana de lançamento, o Music to Be Murdered By do Eminem está fazendo o que os álbuns do Eminem fazem de melhor: vendendo caminhões de cópias e fazendo os críticos questionarem seu mérito.

O segundo álbum surpresa consecutivo do rapper e o 11º esforço geral de estúdio estão a caminho de vender mais de 300.000 unidades equivalentes a álbuns esta semana, concedendo a Eminem sua décima estréia consecutiva nº 1 . A colaboração do Juice WRLD “Godzilla” manteve-se estável em 2º lugar no ranking do Spotify dos EUA e 4º no ranking global, apontando para uma forte estréia no Hot 100 da próxima semana. De acordo com todas as métricas comerciais, Music to Be Murdered By é outro home run para o rapper mais vendido de todos os tempos.

Eminem chocou o mundo na sexta-feira com o lançamento de seu 11º álbum de estúdio, Music to Be Murdered By , sua segunda queda consecutiva surpresa atrás do Kamikaze de 2018 . Assim como seu antecessor, o Music to Be Murdered By está caminhando para uma estreia fácil número 1 na Billboard 200, fazendo história para o rapper no processo. O disco está projetado para movimentar entre 300.000 e 325.000 unidades equivalentes a álbuns, relata o HITS Daily Double. Se o álbum se curvar no topo da Billboard 200, fará de Eminem o primeiro artista a ganhar 10 estreias consecutivas nº 1 na história dos EUA. O rapper de Detroit está atualmente empatado com Kanye West, que ganhou sua nona estréia consecutiva nº 1 no ano passado com Jesus Is King.

Aproximadamente 110.000-125.000 unidades do novo álbum do Eminem devem vir das vendas tradicionais, enquanto o restante virá de streams e downloads de faixas individuais. Music to Be Murdered Ocupou sete posições no Top 20 do Spotify dos EUA na sexta-feira, e sua colaboração com o Juice WRLD “Godzilla” conquistou a estréia nos EUA (2.573 milhões de streams, número 2 no total) e globalmente (5.773 milhões, número 4)

Music to Be Murdered By está programado para estrear em algum lugar entre o Kamikaze de 2018 (434.000 unidades) e o Revival de 2017 (267.000). Essa projeção pode aumentar ao longo da semana, se o álbum continuar a gerar conversas nas mídias sociais, como já aconteceu com as músicas “Darkness” (que aborda o tiroteio de 2017 em Las Vegas) e “Unaccommodating” (que faz referência ao ataque em Manchester). Os dois últimos álbuns de Eminem também tiveram vendas de álbuns tradicionais muito mais altas – 252.000 para Kamikaze e 197.000 para Revival – e um número saudável de pacotes de produtos poderia impulsionar as vendas puras de Music to Be Murdered By, por sua projeção relativamente fraca.





Fonte: https://portalrapmais.com      Por @ruanfllll
Imagem: Atwood Magazine

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

GOG veio a São Paulo para Show e conversou com o Empoderado


Aproveitamos a vinda a São Paulo de Genival Oliveira Gonçalves, o GOG, conhecido como o poeta do rap nacional, para um bate-papo sobre música e atitude. GOG esteve na cidade para abrir as atividades do projeto “Sesc Verão: Basquete e Cultura Hip-Hop” neste domingo, às 15h30, no SESC Itaquera, onde apresentou seu mais recente trabalho, “Matemática na Prática Parte 2”, além de seus clássicos, como “Quando o Pai se Vai”, “O Amor Venceu a Guerra” e “É o Terror”.

Um dos maiores personagens da cena hip-hop do Brasil e prestes a comemorar 55 anos, sendo 30 de carreira, GOG segue autônomo, sem engessar suas produções nas fórmulas básicas do rap, mantendo em sua arte a funcionalidade que considera a mais virtuosa: ser uma ferramenta de denúncia, de conscientização e valorização das populações e da produção periférica.

Esta entrevista só foi possível devido a colaboração de Erika Balbino!


Jornal Empoderado – Na sua opinião, qual é o papel do rap em um governo como o atual?

Independentemente de ser o governo atual ou o anterior, o rap, como um elemento do hip-hop, que trabalha pelo bem social, pelo bem racial e por um equilíbrio e pela transformação do Estado em algo mais próximo da gente. O papel do rap é ser sempre combativo, não importa o lado do governo, e isso é um fator que não pode afetar o rap. Entre esquerda e direita, você tem que ser periférico, tem que ser negro e tem que ser indígena. Somos a maioria.

Jornal Empoderado – Qual a sua opinião sobre o chamado “Funk Ostentação”?

Acha que essa linha de música e composição gera uma vida de ilusão nos jovens ou os leva a procurar uma vida mais próspera? Algumas pessoas acreditam que as letras podem incentivar o jovem a querer obter bens materiais a qualquer custo.

Eu gosto mais do termo “Funk Sustentação”, a ideia de sustentabilidade, a produção artística que permanece e o que é efêmero. A questão é como a sua crítica ao gênero é colocada. Se for colocada de forma preconceituosa musicalmente, racialmente ou socialmente, eu não concordo. O funk nasce na favela. Acho que existem outros fatores que poderiam ser discutidos e ficam aquém da pauta da agenda pública, como a programação desinformativa da televisão, a falta de acesso às escolas, a forma de como o governo lida com a situação. São várias violências e acho que falta uma discussão mais profunda. No momento, o funk foi o gênero eleito para essas críticas. No entanto, temos que pensar que o funk é, também, um reflexo da sociedade.

Jornal Empoderado – Você tem um método de criação para as suas músicas ou isso varia?

A arte, a música, a poesia … O método é não ter método. É ter respiração, inspiração. Muitas vezes, a obra nasce do desacerto. Às vezes, surgem letras matemáticas, como o “Brasil com P”. Peguei as palavras iniciadas pela letra “P” e montei algo exato. Uma poesia exata. Gosto muito de trabalhar dessa forma. Já para “O Amor Venceu a Guerra”, o título surgiu antes da letra. O processo criativo é variável, nasce de muitas formas.

Jornal Empoderado – Sei que você já respondeu isso algumas vezes, mas quero perguntar para o nosso leitor: Como é morar na capital do Brasil, em uma cidade satélite. Acha que a população de Brasília fica invisibilizada?

Brasília foi criada pelos sonhos de muitas pessoas, como Missão Cruls, Dom Bosco e JK, com a ideia de “50 anos em 5”. Isso atraiu para esse Plano Piloto todas as atenções. Só que as pessoas não se atentam que apesar de toda essa estrutura do Congresso, a pergunta tem que ser: quem construiu a estrutura? Quem chora na Samambaia não é ouvido no Recanto das Emas. Há rodovias que separam os bairros. Em Brasília vivem mais de 3 milhões de pessoas que, em sua maioria, moram nas cidades satélites.

Jornal Empoderado – O povo fará a revolução ou ficará galgando um status burguês? Nos tornaremos aquilo que tanto criticamos?

Veja bem. Quando falamos de um Estado burguês, ou temer nos tornarmos o que criticamos, temos que analisar que isso faz parte de uma cartilha. A gente parte para um debate de mundo capitalista, socialista, comunista. Acho que as pessoas querem viver bem dentro de um padrão de dignidade. Agora, a sociedade é meritocrata. Quem chega primeiro é o lembrado. Quem passa em primeiro lugar tem o melhor salário, quem tem o melhor tênis vai ser mais comentado. A questão não é o planeta, mas como as pessoas estão conduzindo o planeta. É uma equação a ser resolvida. Talvez eu não resolva, não vejo isso resolvido, não acho que vocês que estão me lendo também não vão ver resolvidos. Mas é aí que eu vejo que o conceito e o instinto revolucionários transformadores têm que estar atentos em ter a certeza de que o grão de areia e o tijolo que ele coloca hoje irão sustentar a estrutura da mudança amanhã.


 Sobre GOG 

O “poeta do rap nacional”, como é conhecido, em seus mais de 30 anos de carreira sempre defendeu a produção independente no hip-hop. Inicialmente era B-boy. Sempre politizado. Militante incansável das “causas e das canções” que o comovem. Primeiro cantor de rap nacional a abrir o próprio selo e, por ele, produziu e lançou ótimos trabalhos seus e de outros importantes grupos do Distrito Federal e entorno.

Para além do engajamento social, o compromisso com seu trabalho artístico e com os artistas que colocou no mercado, GOG tem um currículo extenso de estrada, com onze discos lançados e diversos prêmios. Aos 54 anos, tem a mente mais oxigenada e futurista que a de muitos MCs em início de carreira. Um dos resultados da maturidade do ritmo e poesia de Genival Oliveira Gonçalves é o DVD “Cartão-Postal Bomba”, gravado com a banda MPB-Black, com participações especiais do rap, além de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, como Paulo Diniz, Lenine, Maria Rita e Gerson King Combo.

Em 2010, mostrou mais resultados de sucesso, como o lançamento do livro “A Rima Denuncia”, em que conta, além da sua história de artista e militante, importantes marcos da cultura hip-hop e algumas composições ainda inéditas. Em 2017, lançou seu 11º trabalho, “Mumm-Ra High Tech”.

Videoclipes recém lançados:

Matemática na Prática Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=F8-ha2Ycw34

Pais e Trilhos: https://www.youtube.com/watch?v=RdqpS-4qNxQ





Fonte: http://jornalempoderado.com.br      Por Anderson Moraes