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domingo, 4 de outubro de 2020

5 aplicativos essenciais para apaixonados por livros


Com os avanços da tecnologia, a maneira na qual as pessoas consomem livros foi se adaptando a novos meios. Hoje em dia com um Kindle, por exemplo, você pode ter acesso a um vasto catálogo de livros digitais. Através de aplicativos você também pode encontrar Audiobooks com facilidade em seu celular. Mas ainda assim, a experiência com um livro físico continua a ser única a sua própria maneira.

Mas você sabia que existem aplicativos que foram desenvolvidos para aprimorar sua experiência com livros? Foi pensando em você que a equipe do Canaltech desenvolveu uma coletânea com os melhores aplicativos para amantes de livros. Confira a seguir em nossa matéria.

Melhores apps para apaixonados por livros


 1.  Cabeceira

Esse aplicativo funciona como uma ferramenta para organizar leituras e manter seus livros em dia. Entre os recursos do Cabeceira (Android | iOS), você pode usar a calculadora literária para descobrir quanto tempo será necessário para terminar uma obra, essa função tem como base seu ritmo de leitura. 

 

Use a calculadora literária para descobrir quanto tempo levará para concluir uma obra - (Captura: Canaltech/Felipe Freitas)

Você também poderá receber recomendações baseadas em seu perfil. Sendo assim, esse aplicativo é ideal tanto para quem já tem o hábito da leitura quanto para aqueles que desejam desenvolvê-lo.


 2.  Bookly

Já a proposta do Bookly (Android | iOS) é mais voltada para quem deseja criar uma rotina de leitura ao longo das semanas. Assim, você pode fazer um acompanhamento de como tem sido seu desempenho

.  

Defina metas para exercitar seu ritmo de leitura - (Captura: Canaltech/Felipe Freitas) 

Também é possível definir metas na plataforma, para exercitar seu ritmo de leitura diário. Então, basta selecionar seu livro e o aplicativo irá demonstrar através de números e gráficos como tem sido seu progresso. O aplicativo, é uma ótima opção para quem procura uma rotina de leitura mais eficiente e organizada.


 3.  Pocket

Está lendo alguma matéria ou resenha online? Com o Pocket (Android | iOS) você pode salvar links de sites e matérias para ler mais tarde. A plataforma de leitura e gerenciamento de artigos da internet, inicialmente foi desenvolvida para funcionar apenas em navegadores, e era conhecido como "Read it latter".

 

Guarde suas matérias favoritas para ler mais tarde - (Captura: Canaltech/Felipe Freitas) 

Entretanto, sua popularidade e eficiência demonstraram aos desenvolvedores como a proposta poderia funcionar em celulares. Além disso, o Pocket também possui suporte para descrição de áudio dos sites e artigos guardados na plataforma.


 4.  Audible

A popularidade dos livros em áudio tem ganhado mais força devido às funcionalidades de smartphones e tablets. Através do Audible (Android | iOS) você terá acesso à biblioteca de Áudiobooks da Amazon. Dessa forma, você poderá baixar de forma gratuita diversas obras em formato de áudio.

   
Escute Audiobooks diretamente da plataforma da Amazon - (Captura: Canaltech/Felipe Freitas) 

Sendo assim, que tal aproveitar o tempo gasto lavando louça ou parado no trânsito para ouvir seus livros favoritos.


 5.  Wattpad

O Wattpad é um aplicativo perfeito para leitores e escritores compartilharem histórias, através do aplicativo você pode até mesmo publicar livros inteiros. Além disso, a plataforma tem uma proposta interessante para autores que estão desenvolvendo novos projetos. O Wattpad está disponível em sua versão Web e também para dispositivos (Android | iOS).

 
Leia, escreva e publique histórias com o Wattpad - (Captura: Canaltech/Felipe Freitas)





Fonte: https://canaltech.com.br      Por Felipe Freitas 

Os 10 livros mais vendidos de todos os tempos


Para chegar aos resultados, foram consultados artigos, entidades editoriais, empresas de pesquisa de mercado e publicações profissionais. Livros sobre religião, política, educação e curiosidade, como “A Bíblia”, “Iluminatti: A Sociedade Secreta”, “Alcorão”, “Dicionário Xinhua Zidian”, “Sun Tzu Art of War” e “Guinness Records” não são contabilizados, apenas Livros literários.

Então, vamos a lista dos livros mais vendidos de todos os tempos.

 

 10  – E Não Sobrou Nenhum (1939), de Agatha Christie

É o maior clássico moderno das histórias de mistério. Estima-se que tenha vendido entre 90 e 120 milhões de cópias.

 

 9  – Alice no País das Maravilhas (1965), de Lewis Carroll

Uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense, o livro conta a história de uma menina chamada Alice, que é despertada do sono por um coelho e resolve segui-lo, caindo em uma toca que a transporta para um lugar fantástico, chamado “País das Maravilhas”. Estima-se que o livro tenha vendido mais de 100 milhões de cópias desde o seu lançamento.

 

 8  – Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), de J.K. Rowling

É o primeiro volume da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling. Estima-se que tenha vendido entre 110 e 130 milhões de cópias.

 

 7  – Cinquenta Tons de Cinza (2011), de E. L. James

É um romance erótico da autora inglesa Erika Leonard James. A história se passa em Seattle com ricos detalhes de bondage, sadismo e masoquismo. Estima-se que tenha vendido entre 120 e 130 milhões de cópias.

 

 6  – O Alquimista (1988), de Paulo Coelho

O livro brasileiro mais vendido no mundo, “O Alquimista” acompanha um pastor andaluz chamado Santiago. Estima-se que “O Alquimista” tenha vendido mais de 150 milhões de cópias.

 

 5  – O Senhor dos Anéis (1954-1955), J. R. R. Tolkien

Essa é uma das mais famosas obras de ficção científica, publicada originalmente em três volumes: “A Sociedade do Anel”, “As Duas Torres” e o “Retorno do Rei”. Estima-se que tenha vendido entre 150 e 170 milhões de cópias.

 

 4  – O Pequeno Príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry

Publicado em 1943, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma das obras mais traduzidas da literatura mundial. Estima-se que a obra tenha vendido entre 150 e 180 milhões de cópias.

 

 3  – Um Conto de Duas Cidades (1959), de Charles Dickens

Publicado em 1859, o livro é um romance histórico que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. Estima-se que tenha vendido entre 180 e 250 milhões de cópias em todo o mundo.

 

 2  – O Conde de Monte Cristo (1844), Alexandre Dumas

O livro narra a história de Edmond Dantés, um marinheiro que é preso injustamente, vítima de um complô. Estima-se que o livro tenha vendido entre 200 e 250 milhões de cópias.

 

 1  – Dom Quixote (1605), Miguel de Cervantes

Publicado em Madrid em 1605, “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é composto de 126 capítulos, divididos em duas partes. É considerado o expoente máximo da literatura espanhola e estima-se que tenha vendido entre 400 e 500 milhões de cópias.






Fonte: https://diariodoestadogo.com.br      Por Murilo Mendes Felipe

sábado, 26 de setembro de 2020

10 clubes de livros para participar sem sair de casa

 (Nathalia Rosa/Unsplash/Reprodução)

Apesar das contínuas quedas no mercado literário, a leitura ainda é parte importante da vida de muitos brasileiros. Segundo 5ª Edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, a maior parte da população lê porque gosta. Ainda que o número tenha caído um pouco desde 2015, nos últimos 12 meses, 51% das pessoas leram por vontade própria. O estudo constatou, ainda, que a atividade também é vista como uma distração das tarefas do dia a dia (14%) e é feita porque promove crescimento pessoal (17%).

Porém, o levantamento mostrou que, entre 2015 e 2019, por volta de 4,6 milhões de pessoas deixaram de ler. E a nova taxação sobre bens e serviços, que ainda será avaliada pela Câmara e no Senado, pode criar um novo obstáculo no acesso à leitura. 

A boa notícia, porém, é que os clubes de leitura voltam a ganhar popularidade e o mercado literário cria novas modalidades de instigar esse hábito. São formas interessantes de abrir um diálogo sobre as obras lidas, assim como conhecer novos autores e se aventurar em um universo sem fronteiras. Conheça 5 clubes de leituras virtuais feitos por influenciadores literários e 5 clubes de livros por assinatura que entregam uma experiência literária completa.

 Clubes de influenciadores 

Ler Antes de Morrer

Isabella Lubrano é a criadora do canal Ler Antes de Morrer e, durante a pandemia, decidiu criar um clube de leitura coletiva. A booktuber anuncia os novos ciclos em sua conta de Instagram e, com um vídeo, explica o cronograma de leitura dos capítulos. Ela propõe metas diárias e semanais para você manter o ritmo de leitura e todos conseguirem ler ao mesmo tempo. Em algumas transmissões, Isabella também faz a leitura ao vivo dos capítulos. Neste mês, o grupo está lendo Capitães da Areia, de Jorge Amado.


Books da Luli

Luisa Accorsi já falava sobre beleza, moda e comportamento quando criou o Books da Luli em 2018. Seu objetivo era ter um espaço de diálogo e incentivo à leitura. Por isso, Luisa indica um livro no começo do mês e, também, um link para comprar a obra com desconto. No fim do mês, ela promove uma discussão sobre o obra em uma live. Este mês, o clube está lendo A Casa Holandesa, de Ann Patchett. Mas além das leituras do mês, Luisa compartilha outras indicações do que ela tem lido.


Vá Ler um Livro

O clube do livro da Tatiany Leite é, na verdade, um grupo de leitura conjunta. Aos domingos, às 20h, ela e todo o seu clube virtual se encontram em uma live no canal de YouTube Vá Ler um Livro para conversar sobre o andamento da leitura. O grupo propõe a leitura de apenas 2 capítulos por semana. Esse acompanhamento semanal também pode incentivar a manter o ritmo de leitura e não desistir. No momento, o grupo está lendo Macunaíma, de Mário de Andrade.


Põe na Estante

A jornalista Gabriela Mayer é radialista, podcaster e apaixonada por livros. Por isso, em 2018, ela criou o Põe na Estante, onde faz resenhas sobre suas leituras e indica autores e obras. Em formato podcast, Gabriela criou um clube do livro mensal em que ela recebe convidados que trazem perspectivas diferentes sobre a obra. No Instagram, ela divulga os livros que farão parte da próxima temporada do Põe na Estante, que já falou sobre livros como Igor na Chuva, de Hugo Guimarães, e o Sol é Para Todos, de Harper Lee.


Clube de Literatura Brasileira Contemporânea

O clube criado por Humberto Conzo Junior, criador do canal Primeira Prateleira, foca em divulgar a literatura brasileira contemporânea. O grupo no Facebook, em que acontecem as discussões, também tem a curadoria de Tamy Ghannam, do LiteraTamy. Todos os meses, a obra de um novo autor é escolhida e as leituras e opiniões são compartilhadas no grupo. Em junho deste ano, Humberto também lançou um projeto no Catarse em que é possível fazer a assinatura do clube. Contribuindo com R$ 60 por mês, você recebe o livro eleito em casa, enviado pela editora ou pelo próprio autor!


 Clubes por assinatura 

TAG Experiências Literárias

A TAG é uma das curadorias por assinatura mais populares no momento e tem a intenção de apresentar novos autores aos assinantes. Ao fazer parte, você recebe todos os meses um livro surpresa em edição exclusiva. Os kits literários são muito completos e você pode escolher entre duas modalidades. A TAG Curadoria conta com a indicação de grandes nomes da literatura e você recebe o livro em edição exclusiva, uma revista sobre o autor e a obra, um box colecionável, um marcador de página e um mimo literário. Já a TAG Inéditos traz best-sellers internacionais que ainda não chegaram no Brasil. O kit também vem com todos os mimos literários. No site, você também encontra um teste virtual para descobrir qual caixa mais combina com você.


Intrínsecos

Já no clube de assinatura da Intrínseca, você recebe edições e títulos exclusivos da editora. Além de serem edições colecionáveis, os livros recebidos pelos assinantes só chegam ao público geral 45 dias depois. Isso significa que você pode ler tudo em primeira mão. O kit também conta com uma revista, marcador de páginas e um brinde. No site, você pode conhecer as caixas que já foram enviadas.



Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br    Por Letícia Albuquerque

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Confira 6 livros de romance que você deveria ler


Quem não gosta de um bom livro? Histórias bem contadas nos encantam e nos fazem viajar pelo tempo. Um dos gêneros mais populares da literatura são os romances, que nos cativam com personagens únicos, casais icônicos, momentos inesquecíveis e temas que nos tocam profundamente.

Escolher um bom livro pode ser uma tarefa bem complexa, ainda mais diante de tantas opções. Para te ajudar nessa escolha, o Metrópoles selecionou seis obras que você, que gosta de uma boa leitura, não pode deixar de ler. Confira!


Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

R$ 43,13

Um clássico da literatura. Mesmo após dois séculos depois da criação, o livro ainda continua sendo um dos mais vendidos do mundo. A obra aborda questões como casamento, normas e a ascensão social da época, além de falar sobre julgamentos. A narrativa conta a improvável história de amor entre a heroína Elisabeth Bennet, mulher que enfrenta vários problemas, especialmente por não concordar com o padrão machista presente na sociedade, e o aristocrata Sr. Darcy, caracterizado por ser um homem sedutor, inteligente e orgulhoso. Sem dúvidas, essa é uma leitura indispensável para as fãs dos romances clássicos.


O morro dos ventos uivantes, Emily Brontê

R$ 31,90

Escrito em 1847, por Emily Brontê, a obra clássica conta a história de Catherine e do irmão adotivo Heathcliff, um dos casais mais conhecidos e famosos da literatura. Grosseiro, humilhado e rejeitado, ele guarda rancor no coração, mas tem pela irmã um relacionamento marcado por amor e, ao mesmo tempo, ódio. O livro narra amores impossíveis, loucura, obsessão, vingança e uma história amaldiçoada.



Dom Casmurro, de Machado de Assis

R$ 49,28

Considerado um dos romances mais famosos do mundo, essa é uma leitura indispensável para os amantes do romance e da literatura nacional. A história é contada pelo ponto de vista do narrador-personagem Bentinho Santiago, o advogado recluso e calado, que recebe e adota o apelido mencionado no título da obra. O livro traz a história de amor de Bentinho com Capitu e o tema principal do livro são as supostas traições de Capitu com o melhor amigo Escobar.


Madame Bovary, de Gustave Flaubert

R$ 23,17

Considerado o romance dos romances. Publicado em 1857, é considerado o marco do realismo, ganhando destaque por sua originalidade em relação as narrativas publicadas naquela época. O livro conta a história de Emma Bovary, uma mulher que se casou com o Sr. Bovary, mas não o ama por idealizar as relações amorosas baseadas nos romances que ela lê. O livro traz temas polêmicos à tona como o adultério e o suicídio.


Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

R$ 16,90

Um livro que apresenta uma lição de vida. Ele traz uma história sobre como o amor é capaz de florescer nas situações mais improváveis. Os personagens Louisa, uma garçonete de 26 anos, super ambiciosa e cheia de sonhos, e Will, um ex-esportista que após um acidente ficou tetraplégico e agora vive em um mundo cheio de frustração e mau-humor. Com certeza é uma obra que vai conquistar o coração dos leitores.


O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez

R$ 39,90

Uma obra baseada na verdadeira história dos pais do autor. em que narra em detalhes, a vida de Gabriel García e Luiza Márques. Após serem separados pelo pai da jovem, o telegrafista Gabriel encontra uma maneira de encontrar Luiza onde quer que ela esteja para provar o seu amor. A relação dura algumas cartas, mas ao conhecer seu admirador, a moça rejeita-o e casa com outro. Uma história surpreendente e que todos os amantes de romance deveriam ler.





Fonte: https://www.metropoles.com       Por Vanessa Oliveira

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Padre Reginaldo Manzotti: 5 livros que você não pode deixar de ler

5 livros do Padre Reginaldo Manzotti para você ler - Reprodução/Amazon

Considerado o sacerdote com mais livros vendidos no Brasil, o Padre Reginaldo Manzotti já publicou 20 obras, que totalizam 5,4 milhões de exemplares vendidos no país. Em seu livro mais recente, “As Muralhas vão cair”, o autor traz à tona a história do cerco de Jericó e propõe que o leitor entenda a importância da oração no dia a dia e como ela pode ser um instrumento condutor para uma vida verdadeiramente plena. 

E para te ajudar a conhecer mais sobre as obras do Padre Manzotti, selecionamos outros 5 livros do autor que você não pode deixar de ler. Olha só:  

1. Batalha Espiritual. Entre Anjos e Demônios - https://amzn.to/3hTqdMJ

Este livro vai te ajudar a descobrir mais sobre a batalha entre o bem e o mal, de uma forma desmistificada.  


2. Combate espiritual: No dia a dia - https://amzn.to/3cmtpiy

Com esta obra, você vai aprender a sair vitorioso até das situações mais delicadas do dia a dia.  



3. O Poder Oculto - https://amzn.to/3kROWD9

Neste livro, o Padre Reginaldo Manzotti convida o leitor a embarcar em um treinamento na fé para encontrar a felicidade nos planos de Deus. 


4. Manhã com Deus - https://amzn.to/2FRoL0j

Este primeiro devocional do autor traz palavras inspiradoras e 365 reflexões para ler ao longo do ano. 


5. Uma Oração por Dia - https://amzn.to/3iUikrr

Direcionado para as crianças, este livro ilustrado conta com 365 orações de diferentes temáticas. 


 

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Fonte: https://anamaria.uol.com.br 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Dois livros para pensar e interpretar o mundo de hoje

Colunista convidado: Bruno Marques, gestor multimercado da XP Asset

Recentemente o Thiago Salomão me pediu que recomendasse dois livros que me marcaram, um relacionado a temas de mercado e outro não. Como todo leitor sabe, é muito difícil escolher somente dois, mas vou tentar.

Escolhi títulos menos conhecidos e fugi dos livros de ficção, uma vez que acho que ninguém em sã consciência quer saber minha opinião sobre “Crime e Castigo” ou “Dom Casmurro”. Então vamos lá.

O primeiro livro, cuja temática envolve mercado financeiro é talvez a mais difícil, uma vez que é um tema amplo e com várias possibilidades. Poderia citar os livros do Taleb, todos fantásticos e que fazem uma intersecção entre mercados, economia, filosofia e estatística, mas já foram amplamente elogiados.

Poderia citar os livros de finanças comportamentais fantásticos, como o “Rápido e Devagar” do Daniel Kahneman ou “Misbehaving” do Richard Thaler ou ainda livros mais técnicos, como os do Hull e Natenberg sobre opções ou do Fabozzi para renda fixa.

Contudo, optei por um título que na minha opinião não tem a fama que merece: “In an Uncertain World” a biografia do ex-secretário do Tesouro americano e ex-CEO da Goldman Sachs Robert Rubin.

Robert Rubin começou sua carreira no departamento de arbitragem da Goldman, virou sócio e depois diretor e CEO do banco. Passou por grandes transformações no mercado financeiro em uma das mais bem sucedidas partnerships da história. A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a forma peculiar do autor de analisar o mundo e tomar decisões, que ele chamou de “pensamento probabilístico”.


Em sua visão nada é definitivo e devemos analisar o mundo em função das probabilidades de cada cenário possível, não apenas em função de um único. A primeira parte de sua bem sucedida carreira é uma aula sobre o funcionamento de uma das maiores e melhores instituições do mercado financeiro americano e as principais evoluções dos anos 1980 e 1990.

Contudo, o que mais me interessou foi a segunda parte de sua carreira, no setor público. Rubin teve diversos cargos nos governos Clinton na década de 1990, mais notadamente secretário do Tesouro (o equivalente ao nosso Ministro da Economia) entre os anos de 1995 e 1999.

Nesse período Rubin promoveu um forte ajuste fiscal que levou a uma enorme redução da dívida americana e serviu de base para o espetacular crescimento nas décadas seguintes, algo que nos seria bem útil lembrar nesse momento da economia brasileira.

Mas, principalmente, essa foi uma época fértil em crises, com a crise do México, Ásia, Rússia e a quebra do fundo LTCM. Nesse período podemos ter uma visão privilegiada da intersecção entre governo, mercados e economia, algo que acho fascinante.

Rubin mostra os detalhes de sua participação em uma das fases mais atribuladas das últimas décadas, se valendo de seu modo peculiar de pensar probabilístico para tomar decisões que moldaram o futuro de alguns países (não seria exagero dizer que ele salvou o México, por exemplo). Como gestor de um fundo macro, essa parte é fascinante e seu modo de pensar e decidir é exemplar.

Já a escolha do segundo livro foi mais fácil. Li a primeira vez quando tinha 15 anos e reli algumas vezes desde então. Não seria exagero dizer que mudou minha vida, despertando meu interesse por ciência, física e filosofia da ciência. É “O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela no Escuro” do falecido físico americano Carl Sagan.

Apesar de famoso pelos seus livros de divulgação científica, nesse livro o autor foca menos na física e mais na defesa da razão e do método científico. Nele, Sagan emprega o método científico em diversos exemplos para refutar uma série de crenças, usando a “vela” da ciência contra o demônio da ignorância. Num período em que fake news dominam a mídia e fatos que julgávamos bem explicados são questionados (terraplanismo, anti-vacinas, etc), ele nos ensina que a ciência é menos uma solução final e mais um processo, em constante evolução e que nos trouxe até aqui.

Nas palavras do autor “durante grande parte de nossa história, tínhamos tanto medo do mundo exterior, com seus perigos imprevisíveis, que abraçamos de bom grado qualquer coisa que prometesse amenizar ou explicar o terror. A ciência é uma tentativa, bem sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de nos controlar.”



Boas leituras!





quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Dia dos Pais: sugestões para os pais leitores



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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A criatividade pode manter seu emprego a salvo dos robôs e dos algoritmos

Segundo Alexandre Teixeira, atitude de "eterno aprendiz" será um dos diferenciais para se manter no mercado de trabalho do futuro Divulgação


Como se manter relevante no mercado de trabalho em um mundo cada vez mais guiado pela inteligência artificial e pelos algoritmos? O que os profissionais e empreendedores da Nova Economia precisam saber sobre essas transformações e como a pandemia do novo coronavírus está acelerando essas mudanças?

Para conversar sobre esses assuntos, a plataforma A Vida no Centro entrevistou o jornalista, palestrante e escritor Alexandre Teixeira, que em breve lançará, em parceria com Clara Cecchini, um livro sobre o impacto das novas tecnologias de automação no mundo do trabalho.

“As máquinas já criam em todos os campos, inclusive no artístico, mas num nível em que ainda não se tornaram uma ameaça ao trabalhador de carne e osso”, afirma Teixeira, que também é um dos fundadores da ODDDA, nova plataforma de tendências em desenvolvimento humano. “Por isso, pensar em aprender sempre e se perguntar o tempo todo ‘qual a próxima coisa que preciso aprender’ – e também ser ágil para adquirir novas disciplinas e se desapegar de coisas que já aprendeu antes – talvez nos dê uma ideia de como se manter um passo à frente da automação”.

Com passagem por alguma das principais redações do país, como Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Época Negócios, Teixeira é palestrante com experiência internacional, especializado em motivação e desenvolvimento organizacional. Autor dos livros “Felicidade S.A”, “De Dentro Para Fora”, (finalista do Prêmio Jabuti em 2016) e “Rotinas Criativas”, Teixeira tem como tema de fundo em suas pesquisas as profundas transformações do mundo do trabalho e dos negócios neste começo de século 21.

Clique aqui para ouvir o podcast com Alexandre Teixeira sobre futuro do trabalho pós-pandemia.
E leia a seguir a entrevista:


Pergunta. Você vai lançar em breve o seu quarto livro, que aborda o futuro do trabalho. Pode contar mais sobre o tema analisado na obra?
Resposta. Futuro do trabalho é um tema super amplo, tenho um pouco de medo dele porque está cheio de futurólogo por aí. O livro novo é minha primeira coautoria ―a parceira no projeto é a Clara Cecchini, uma atriz de formação que também trabalhou no Terceiro Setor. Hoje ela é uma consultora apaixonada e estudiosa por educação e aprendizagem, o que dá uma ideia importante a respeito de um dos temas do livro. A obra parte de uma questão, de um diagnóstico sobre como as novas tecnologias de automação ―que estão muito ligadas ou movidas à inteligência artificial e machine learning― estão provocando e vão provocar ainda mais no mundo do trabalho nas próximas décadas. Uma segunda questão importante é como se manter relevante nesse novo mundo do trabalho, em que uma parte crescente das atividades vai ser desempenhada por máquinas inteligentes. Tratei muito mais do diagnóstico e dos impactos das novas tecnologias sobre o mundo do trabalho, e a Clara trouxe conhecimento e pesquisa sobre como se manter eternamente aprendendo para, se possível, estar sempre um passo à frente dos processos de inovação.


P. Como fazer para estar sempre aprendendo e um passo à frente?
R. É bem difícil, não tem uma fórmula pronta. Uma das recomendações inevitáveis é manter uma atitude que a gente chama no livro de um eterno aprendiz. Outro conceito importante é o de aprendiz ágil. É até uma brincadeira com “aprendizagem/aprendiz ágil”. O que é um aprendiz ágil? É trazer um pouco dessa ideia de agile, de ser ágil e flexível, algo que está muito forte no mundo corporativo. No caso da aprendizagem, é sempre se perguntar o que é necessário aprender em termos de competências novas. Isso vale tanto para aquelas competências mais duras, como programação, como para o desenvolvimento de soft skills, o que tem a ver com aprender a se relacionar melhor com as pessoas e com criatividade. Criatividade talvez seja um conceito-chave desse novo desafio, porque as máquinas fazem já muita coisa. Elas estão aprendendo rápido a fazer tarefas, mas ainda são bastante limitadas em relação à criatividade. As máquinas já criam em todos os campos, inclusive no artístico, mas num nível em que ainda não se tornaram uma ameaça ao trabalhador de carne e osso. Por isso pensar em aprender sempre e se perguntar o tempo todo “qual a próxima coisa que preciso aprender” – e também ser ágil para adquirir novas disciplinas e se desapegar de coisas que já aprendeu antes – talvez nos dê uma ideia de como se manter um passo à frente da automação.


P. Isso pode ser um pouco difícil para as pessoas, já que a experiência e o conhecimento acumulados teriam menos importância do que tinham antes?
R. Sim e não. Por um lado é verdade porque coisas que aprendemos ao longo da vida se desatualizam e se desvalorizam. Quase tudo que é repetitivo se desvalorizou e seu valor vai tender a zero porque as máquinas vão fazer. E aqui posso falar tanto de gente de contabilidade como de jornalismo, por exemplo. O levantamento de dados mais cotidianos e a apresentação disso para o público – seja na área financeira, como informações sobre o movimento da Bolsa de Valores, seja na área esportiva, como noticiar placar de jogos de futebol – podem ser consideradas tarefas repetitivas. Dentro das empresas, hoje já existe de uma série de “robôs”, os algoritmos, que fazem esse tipo de trabalho. Então essa experiência adquirida em funções repetitivas, sim, está se desvalorizando. Mas quando pensamos em atributos de liderança, relacionais, tudo o que é ligado à criatividade e a métodos criativos não está se desvalorizando, até onde consigo enxergar. Talvez ao contrário: a experiência acumulada no gerenciamento de equipes, por exemplo, pode vir a ser mais valorizada do que no passado.


P. Pensando nas transformações do mundo do trabalho, que sugestões você daria para profissionais de economia criativa? Lembrando que nesse universo há muitos profissionais freelancers que trabalham sozinhos, pessoas que fazem parte da chamada gig economy.
R. São duas questões difíceis de sintetizar na mesma resposta. A própria expressão gig economy soa charmosa, mas podemos pensar nela como a economia do bico.


P. E da precarização do trabalho.
R. Essa é a primeira ressalva. Quando falamos de gig economy, estamos falando de quem? De profissionais como vocês e eu, que em alguma medida têm atividades desenvolvidas por conta própria, ou dos milhões de brasileiros que estão vivendo de bico durante a pandemia? Muitas pessoas já viviam assim antes, mas agora há uma aceleração do desemprego e mais pessoas recorrem a essa economia do bico. É preciso fazer essa distinção. Mas para pessoas que têm uma qualificação razoável, que têm capacidade de se manter aprendendo, essa mudança na maneira de enxergar o trabalho traz oportunidades e desafios. Por um lado há uma insegurança crescente, com a precarização das relações de trabalho, algo predominante num país desigual como o Brasil. Mas quando olhamos para uma determinada camada da pirâmide social, a flexibilidade surge como um valor importante. E se tem muita gente trabalhando por conta própria, o grande diferencial é a capacidade de criar, de trazer algum tipo de inovação para aquilo que, de outra maneira, seria commodity.


P. A pandemia escancarou a precarização do trabalho. Não é só no Brasil, mas também nos EUA, uma economia dinâmica que estava com pleno emprego e que agora passou a ter um desemprego muito elevado. Há um universo grande de pessoas sem proteção social, pois tinham só aquele emprego e não têm reservas. Você acredita que o coronavírus vai mudar a maneira como se enxerga a gig economy?
R. Precisa mudar. Se não mudar, será uma irresponsabilidade grotesca da sociedade. O processo de precarização do trabalho está em curso há bastante tempo. O que a pandemia traz é uma brutal aceleração desse processo - não só desse, mas de todos os outros. A pandemia da Covid-19 não cria novas realidades, mas acelera processos de mudança que já vinham acontecendo, inclusive o da precarização das relações de trabalho. Nos EUA isso acontece ainda mais rápido porque lá existe uma legislação de trabalho bem mais flexível que a nossa, o que tem um lado bom e um ruim. O ruim é que é mais barato e rápido para as empresas demitirem. A gente viu a taxa de desemprego nos EUA cair de um nível que era baixíssimo, entre 4% ou 5%, um regime de pleno emprego na prática, e agora subir para a casa dos 25%, dependendo da maneira de como se faz o recorte dos números. No Brasil não há um movimento tão rápido de demissões, porque é mais caro demitir aqui, mas isso também já está acontecendo de maneira expressiva.


P. No Brasil temos como problema o fato de que só metade da força de trabalho era formalizada. Isso quer dizer que há uma proteção maior para o trabalho formal, mas metade da força de trabalho já estava desprotegida. Nesse sentido, essas pessoas estão sem nada.
R. Era mais ou menos metade, e vai ser muito mais a partir de agora. As pessoas estão perdendo emprego e vivendo de bico. Essa realidade, que agora está escancarada, vai ter de ser tratada. Porque várias forças importantes de transformação que vemos hoje convergem para o aumento da desigualdade e da precarização. Estávamos falando das novas tecnologias como uma ferramenta de automação. Isso tem um lado muito positivo porque gera um aumento brutal da produtividade do trabalho, mas também tem um lado ruim, que é aumentar o abismo entre trabalhadores muito qualificados e criativos e aqueles que têm um nível de qualificação de médio para baixo. Existe um elemento aí que tende a colocar a desigualdade num ponto inédito na história da humanidade. Se somarmos a pandemia a isso, o processo é acelerado.


P. A pandemia trouxe a educação a distância para o primeiro plano, mas isso impõe o desafio de ensinar e de aprender remotamente. O que você projeta para essa área?
R. Aprender remotamente é um desafio, e não funciona bem para todo mundo. Durante um bom tempo vai ser necessário aprender de forma remota ou desistir de aprender. Idealmente, haverá um momento no futuro em que vão se desenvolver modelos híbridos de aprendizagem – uma parte a distância, uma parte presencialmente. Porque experiência é uma parte muito importante nesse processo. Mas essa aprendizagem que se dá em casa, só com você e o computador ou celular, é nova pra todo mundo. Isso traz inovação muito rapidamente em modelos de EAD ― seja numa live ou aula online ― e também em soluções que possibilitem que as pessoas mantenham um registro de seu aprendizado de forma que não ele não fique tão disperso ou caótico. Porque se você começar simplesmente a assistir lives e a comprar cursos, sem nenhum método e sem registrar em algum lugar o que aprendeu, é como se você não monitorasse o que está aprendendo. Isso talvez seja empobrecedor para você mesmo e para sua carreira, na medida em que não sinaliza para o seu empregador atual ou futuros empregadores ou clientes o que está sendo agregado à sua formação.


P. A pesquisa e a redação do seu novo livro foram feitas antes do coronavírus. Fazendo uma análise hoje, você diria que a pandemia mudou sua visão a respeito de alguma área ou tema abordado na obra?
R. O livro realmente não traz uma reflexão sobre como a pandemia impacta os processos de transformação no mundo do trabalho ou de aprendizagem, pois ele está na editora neste momento. Uma ideia que considero fundamental – para todos os processos anteriores e também agora – é a da pandemia da Covid-19 como uma grande máquina do tempo, uma aceleradora de partículas culturais. Digo isso no sentido de que vários pequenos movimentos que estavam sendo gestados havia tempo agora são acelerados ― o coronavírus não traz nada de novo. Se observamos o mundo do trabalho, há um conceito estabelecido que é o de ROWE (Results Only Work Environment,ou ambiente de trabalho apenas de resultados). Esse tipo de ambiente é, por definição, mais flexível e mais fluído. Se um gestor está preocupado apenas com o que o funcionário vai entregar, por princípio ele não precisa se preocupar – a não ser que esteja numa operação fabril ou de serviços presenciais ao público – em saber onde e em que horário as pessoas da equipe dele estão trabalhando.


P. Com a pandemia isso está ficando mais forte, não?
R. Muito mais forte. Vejo muitas empresas que antes eram resistentes a liberar um dia de home office por semana para suas equipes sendo obrigadas agora a trabalhar com 100% de forma remota todos os dias da semana. É um experimento que de outra maneira não aconteceria. E o que isso revela? Como regra, trabalhar remotamente aumenta a produtividade - isso também não é novo, existe farta literatura sobre isso desde 2012. E também não vale pra todo mundo, há várias ressalvas: muitos não se adaptam ou não têm condições de trabalhar em casa por não terem um ambiente minimamente confortável. Mas a regra é que o trabalho remoto aumenta a produtividade. Ele tende, porém, a reduzir a criatividade. Isso porque uma parte importante do processo criativo é a fricção das ideias, aquele momento em que se coloca uma ideia para “apanhar”, para que ela encorpada ou descartada. Isso muito vezes acontece no ambiente presencial, no cafezinho, naquele momento em que você, enquanto toma água ou café, começa a conversar com um colega da empresa, que pode ser até outra área. É assim que às vezes surge uma ideia nova, que pode ser melhorada ou derrubada.
Este texto foi publicado originalmente na plataforma A Vida no Centro.





Fonte: https://brasil.elpais.com      Por: Clayton Melo e Denize Bacoccina

domingo, 28 de junho de 2020

Como baixar livro em PDF? Sete sites para fazer download grátis legalmente

Como baixar livro em PDF? Sete sites para fazer download grátis legalmente — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo 


Baixar livros em PDF de graça é possível por meio de diversos sites. Com o objetivo de democratizar o acesso à leitura, páginas do Governo Federal e de entidades internacionais oferecem milhares de títulos em vários idiomas. Você pode fazer o download gratuito de clássicos literários, livros acadêmicos, documentos de grande importância histórica e até mesmo publicações recentes. Todos os materiais são disponibilizados de forma legal. Confira, na lista a seguir, sete sites para baixar livros em formato PDF de graça e legalmente.


 1.  Open Library (openlibrary.org)

OpenLibrary cataloga milhares de livros em vários idiomas — Foto: Reprodução/Open Library 


Com o objetivo de democratizar o acesso a todos os livros já publicados no mundo, o site OpenLibrary reúne um impressionante catálogo de mais de um milhão de títulos em vários idiomas. O clássico "Orgulho e Preconceito", por exemplo, está disponível em 740 edições distintas. É possível encontrar livros de história, arte, romance, ciência, religião, ciência e até obras autobiográficas. A extensão do catálogo pode dificultar a busca por e-books em português, mas o site conta com uma ferramenta de pesquisa avançada que permite refinar os resultados.


 2.  Biblioteca Brasiliana (digital.bbm.usp.br)

Biblioteca Brasiliana: site da USP oferece milhares de títulos históricos para download gratuito — Foto: Reprodução/USP 

A Biblioteca Brasiliana, da Universidade de São Paulo (USP), disponibiliza milhares de livros raros, documentos históricos, manuscritos, imagens de acervo histórico e mapas reunidos ao longo de mais de oitenta anos. É possível filtrar por autor, título, assunto e data de publicação.


 3.  Biblioteca Digital Mundial (www.wdl.org/pt)

Biblioteca Mundial Digital traz ao público documentos históricos raros — Foto: Reprodução/Biblioteca Digital Mundial 


Com um acervo de quase 20 mil itens, a Biblioteca Mundial Digital é uma iniciativa da UNESCO que disponibiliza milhares de livros e documentos históricos, como fotografias e mapas, sobre mais de 190 países. A riqueza documental impressiona: algumas obras têm milhares de anos, e os temas englobam filosofia, religião, tecnologia, psicologia e artes.


 4.  Portal Domínio Público (portal.mec.gov.br/dominio-publico)

Portal Domínio Público permite baixar livros de forma legal e gratuita — Foto: Reprodução/Domínio Público

Pertencente ao Governo Federal, o site reúne mais de 180 mil textos em PDF, todos em domínio público. Isso significa que o download das obras, bem como sua reprodução, não é crime. Entre os destaques do portal estão clássicos como "A Divina Comédia", obras da literatura infantil brasileira e uma extensa coleção de poemas de Fernando Pessoa. Além de livros, também é possível encontrar músicas, fotos e vídeos.


 5.  Portal Machado de Assis (machado.mec.gov.br)

Site do MEC lembra centenário da morte de Machado de Assis e disponibiliza obras do escritor — Foto: Reprodução/Machado de Assis 

Para lembrar o centenário da morte de Machado de Assis, o Ministério da Educação lançou uma coleção online com todas as obras do autor. O projeto organizou, sistematizou, complementou e revisou as edições digitais até então existentes na Internet. Interessados em acessar o conteúdo completo precisam fazer um rápido cadastro no sistema. Com um layout intuitivo e agradável, o site traz também informações sobre a vida do escritor brasileiro.


 6.  Biblioteca Nacional Digital (bndigital.bnportugal.gov.pt)

Biblioteca Nacional Digital: site reúne parte do acervo da Biblioteca Nacional de Portugal — Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional Digital 

A Biblioteca Nacional Digital nasceu para viabilizar o acesso público e gratuito às obras da Biblioteca Nacional de Portugal. O catálogo reúne livros, cartas, jornais, manuscritos e outros documentos históricos, todos em domínio público. É possível filtrar os títulos por tipo de documento ou por temas, e nos índices de título, autor ou data de publicação. Além do download do arquivo, o site permite enviar o conteúdo por e-mail, navegar no sumário ou fazer pesquisa por palavras.


 7.  Amazon

Amazon oferece e-books gratuitos aos consumidores — Foto: Reprodução/Amazon 

Com mais de 20 anos de trajetória no e-commerce, a Amazon é referência na venda de livros digitais e disponibiliza um vasto catálogo de e-books gratuitos para download. São mais de nove mil títulos à disposição dos leitores, incluindo obras clássicas de Casimiro de Abreu, Machado de Assis, José de Alencar e Eça de Queiroz. Há também títulos mais recentes, como “Sejamos todos feministas”, de Chimamanda Ngozi, além de quadrinhos nacionais e internacionais.

É importante esclarecer, no entanto, que a Amazon não baixa os livros em PDF, mas os encaminha direto para o Kindle, e-reader fabricado pela empresa. Se você não tem o dispositivo, pode fazer o download gratuito do aplicativo do Kindle para iOS (iPhone) ou Android.





Fonte: www.techtudo.com.br      Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

5 livros para ler (ou reler) da obra do escritor George Orwell, que está de volta à lista dos mais vendidos


Hoje, 25 de junho, é aniversário de nascimento do escritor George Orwell, nascido Eric Arthur Blair, na Índia Britânica, em 1903. Foi no mundo pós Segunda Guerra que o ensaísta publicou suas duas obras mais proeminentes, 'A Revolução dos Bichos' e '1984”. Setenta anos depois de sua morte em 1950, os dois livros estão de volta à listas dos mais vendidos, conforme mostra o ranking de vendas do site de comércio eletrônico Amazon. O crescimento do interesse pela obra do autor não é uma coincidência: seus textos são como um mapa e um alerta contra a tirania.


A leitura de “A Revolução dos Bichos” e “1984” se tornou indispensável e mostra a grande dimensão que a literatura que George Orwell alcançou. Nenhum escritor do século XX somou tanto em vendas de dois títulos diferentes. Ainda assim, ele morreu pobre, em Londres, de tuberculose, aos 46 anos de idade. Para relembrar a obra do autor, indicamos 5 livros para você ler (ou reler). Confira:



Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Compre a partir de R$ 40,40.




Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século XX, A revolução dos bichos é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Compre a partir de R$ 27,27.





Romancista celebrado pelas distopias de 1984 e A revolução dos bichos, George Orwell também foi um prolífico repórter e colunista. Entre as décadas de 1930 e 1940, o autor de O que é fascismo? colaborou em diversos veículos da imprensa britânica. Nesta coletânea de 24 ensaios publicados em revistas e jornais, Orwell explora um amplo espectro de assuntos, sempre perpassados pela política, sua principal obsessão intelectual e literária. Compre a partir de R$ 89,90.





George Orwell artigos e crônicas sobre sua experiência direta da vida. Alguns dos mais representativos desses textos estão reunidos em "Como morrem os pobres e outros ensaios". Na primeira seção do livro, por exemplo, estão os relatos e reflexões de Orwell sobre sua vivência pessoal como sem-teto, colhedor boia-fria de lúpulo, presidiário e paciente de um hospital público. Com a mesma verve e conhecimento de causa, ele fala sobre temas graves, como a hipocrisia intelectual, ao lado de assuntos mais leves e aparentemente até fúteis, como os trajes da elite britânica e o gosto do cidadão inglês por crimes sensacionalistas. Compre a partir de R$ 44,90.





"No sistema capitalista, para que a Inglaterra possa viver em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição – um estado de coisas perverso, mas você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme. "É dessa forma, unindo a pegada do inconformista com a mordacidade do literato, que George Orwell pinta as relações entre a metrópole imperial britânica e suas colônias na Ásia, na segunda parte de O caminho para Wigan Pier, publicado originalmente em 1937. Compre a partir de R$ 40,24.