quarta-feira, 8 de abril de 2020

+ Leitura - Não faça tempestade em copo d’água no trabalho - Richard Carlson


Este livro é ‘filhote’ de Não faça tempestade em copo d’água que a editora Rocco lançou há exatamente um ano e que está na lista de mais vendidos até hoje. Richard Carlson resolveu dedicar um livro inteiro ao tema trabalho devido a milhares de pedidos que recebeu. Depois de pesquisas, entrevistas e estudos, ele chegou a algumas conclusões. Por exemplo: o que nos deixa loucos não são os problemas graves e significativos — que são eventuais —, mas as "coisas pequenas". Naturalmente, aos nossos olhos muitas dessas coisas se transformam em emergências gigantescas que acarretam frustrações, estresses, fracassos. Sãos as tempestades em copo d’água que ele ensina, aqui, como driblar.

Também desta vez, o sucesso de Carlson se deve, principalmente, à maneira objetiva e simples com que ele mostra alguns vícios de trabalho, independentemente da profissão. Acostumamos a pressupor que "se alguém está relaxado ou feliz é porque não deve trabalhar duro". Ou, que está satisfeita com seu status quo e, portanto, não necessita de aumento de salário ou promoção. Mas o pior equívoco é esse: uma pessoa tranqüila e feliz não seria adequada a um ambiente competitivo. Para ele, tudo isso é bobagem. "Está tudo bem em ser feliz no trabalho", afirma. Isso não significa que você vai "amolecer"; ao contrário, sua energia vai aumentar e você será capaz de trabalhar "no olho da tempestade".

Para começar, ele aconselha a não dramatizar os prazos finais. Além de só acarretar interferência negativa, as pessoas muito centradas nesses dramas ficam chatíssimas porque alugam os ouvidos alheios reclamando da falta de tempo. Mais chato, só a "ostentação profissional": para mostrar o quanto é importante, a pessoa fica recitando como é incrivelmente ocupado. Como se exibisse uma medalha de honra, desanda a contar sua sobrecarregada rotina que o priva de horas de sono e rouba sua vida pessoal. Se afirmar que isso é extremamente tedioso e improdutivo não é suficiente, Carlson avisa: "Hoje em dia, ‘estar ocupado’ é um assunto ultrapassado; todo mundo já está falando sobre isso. Bater nesta tecla só vai aumentar seu estresse e torná-lo uma pessoa menos interessante."

O telefone — aí está um dos grandes vilões do estresse no trabalho. Ele dá uma dica: "Tenha algum tempo ‘sem telefone’ no trabalho." Isto é, separe um momento para tirar o "maldito" do gancho; de preferência, deixe na secretária eletrônica para não perder um negócio importante. O mais difícil pode ser convencer o chefe de que essa estratégia dá bons resultados.

Um dos ditados favoritos do autor é "estar morto é ruim para os negócios". Óbvio, não? Isso serve para ajudar a ter uma visão objetiva: se você perder a saúde e o bem-estar não será capaz de trabalhar. E não adianta justificar-se com o batido "não tenho tempo" para fazer exercícios, comer adequadamente etc. Nunca é demais repetir: se você morrer, aí é que os negócios não vão prosperar — para você.

E mais: nas viagens de trabalho, aproveite ao máximo; não cultive o péssimo hábito de deixar as pessoas esperando para não acarretar raiva contra você, aceite o fato de que, de vez em quando, você terá um dia realmente ruim, não coloque preço em coisas pessoais, conviva com a verdade de que sempre existirá alguém zangado com você, passe 10 minutos por dia sem fazer absolutamente nada, peça o que quiser, mas não insista em conseguir tudo, valorize as pessoas que trabalham com você, diminua seu ego, não viva pensando na aposentadoria... Por fim, lembre-se: nada como um dia após o outro. Tempestade hoje, céu de brigadeiro amanhã.






Fonte: Editoras

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