terça-feira, 13 de outubro de 2020

Caetano Galindo: um escritor


Autor dos volumes de contos “Ensaio sobre o entendimento humano” (2013, Biblioteca Paraná) e “Sobre os canibais” (2019, Companhia das Letras), o curitibano de 46 anos perpassa por neuroses e incômodos sociais de forma marcante. 

As histórias dele, pequenos recortes que não subestimam a capacidade de interpretação do leitor, mexem com humor, medos, incertezas. Tocam na gente. 

“Embora seja reconhecido por ter traduzido livros de James Joyce e David Foster Wallace, Caetano Galindo merece ser visto como escritor. Ponto”, avalia o colunista Victor Simião. 






Ouça o programa aqui:       Por Victor Simião

Escritor distribui livros de presente no dia das crianças


O escritor Fabiano de Abreu, estudioso da mente humana com formações em neurociência, neuropsicologia, psicanálise, filosofia e especialização em psicopedagogia, utiliza de sua sensibilidade e conhecimento do comportamento humano, para relacionar o subjetivo com a ordem prática para promover a saúde mental das pessoas, dedicou parte do seu tempo num projeto que ele chama 'Conhecimento para todos' onde escreveu 5 livros para distribuir gratuitamente pensando em como aumentar os limites cognitivos dos interessados no tema.

"Quando o vírus chegou na Europa, articulei meu pensamento, no que compreendo como óbvio, leitura e conhecimento.

Alcançar o Brasil seu país de origem, é seu maior objetivo. "O país é considerado o mais ansioso do mundo segundo a OMS, logo, é um dos mais estressados, todos os reflexos de uma pandemia afetam pessoas neste quadro potencializando e tornando-se doença. Sem contar a imunidade de pessoas estressadas que é mais afetada devido ao alto nível de cortisol para combater o estresse. Por isso dediquei parte do meu tempo a escrever. Os livros são sobre comportamentos, hábitos para uma melhor saúde mental. Sem contar que a leitura aciona a plasticidade cerebral que melhora o humor."

Abreu reforça a importância do seu quarto livro, 'Filosofia da Educação Infantil' onde os adultos poderão avaliar melhores maneiras e o motivo de uma necessidade de mudança na forma com que educamos as crianças seja na escola, pais ou adultos cuidadores em geral. Depositar toda a responsabilidade sobre a educação dos pequenos nas escolas é uma temeridade. "Com o cotidiano atribulado e o excesso de metas pelo vício da dopamina (hormônio da recompensa), na busca de conquistas contínuas, as nuances desta ansiedade afetam a racionalidade e faz prevalecer a emoção, esquecendo assim a maneira correta de criar os filhos. A escola não cria, ela educa, nós criamos. As crianças precisam dos nossos limites, como aprendizagem, saber o que é certo e errado, ouvir o "não", conquistar por merecimento o "sim", precisam de atenção, serem observados, precisam ser educados."


Educação na escola encontra-se defasada.

"A escola é uma prestadora de serviço para o conhecimento e as suas estratégias estão paradas no tempo. Estamos na era do selfie, do usuário, do perfil, a educação não pode ser mais plural, tem que ser singular. Educar o aluno de acordo com a sua personalidade e saber lidar com pessoas especiais ou com transtornos que hoje são comuns em crianças."


Controle parental

"Os pais devem interferir no conteúdo das crianças. YouTubers que passam uma mensagem errada aos filhos, fácil acesso a pornografia, ao crime, a depressão, ao vício, a conteúdos que não interessam a faixa etária e só atrapalham no desenvolvimento."


Limites na internet

"A internet está deixando as crianças menos inteligentes e está causando vício e dependência prematura de dopamina, que aciona o sistema de recompensa do cérebro. Cada conquista nos jogos, likes, comentários, interação, resposta satisfatória rápida na dinâmica internet, está criando um hábito na necessidade deste hormônio da recompensa desde cedo. Isso pode influenciar em adultos depressivos. Esta dinâmica eleva a ansiedade e a criança não se aprofunda no conteúdo adaptando-se no que é superficial e isso cria uma cultura e uma fadiga de querer entender todo o conteúdo. Temos que regular o uso da internet."


Nossos filhos são dependentes, é genético.

"Nós temos um código genético, uma memória primitiva que é conduzida desde o espermatozóide até o nascimento. O ser humano é um animal frágil, dependente, as crianças dependem desta atenção e educação paterna/materna/fraterna já determinado por este código de memória primitiva."


Adaptação ao conhecimento

"Precisamos desde cedo adaptar as crianças à leitura, à necessidade de absorção de conhecimento, estimular a curiosidade e para isso, é necessário a nossa atenção. Dedicar um pouco de cada dia é muito menos tempo do que consertar depois erros relacionados a má educação. Sem contar os transtornos que poderão causar devido a esta ausência. Um tempinho nosso agora, equivale a uma melhor paz no futuro."


Autonomia demais aos jovens

"Damos voz e liberdade demais aos jovens. O cérebro só termina sua formação aos 24 anos de idade, até lá, ainda formam-se neurônios. Os jovens não têm a mesma lógica que os adultos devido a isso e pela falta de experiência e inteligência cognitiva que advém desta experiência."

No livro, são muitas idéias e estratégias baseadas em conceitos próprios e estudos científicos. A necessidade de mudarmos a maneira com que lidamos com as crianças, é urgente, diz o autor, ou o futuro será de pessoas sós e depressivas afetando o desenvolvimento e o bem estar do país. "Se queremos melhorar um país, temos que começar pela base, pelas crianças, elas serão o futuro e o melhor presente que podemos dar a elas, é esta atenção e ação de praticar o que é correto para uma melhor educação."

Ainda este mês, Fabiano de Abreu lançará o último livro da série, 'Filosofia da Resiliência Humana', para distribuição gratuita completando o seu quinto livro escrito no confinamento.

Para receber os livros, basta enviar um direct ou mensagem no Instagram ou Facebook do autor no endereço @fabianodeabreuoficial





Fonte: https://piauihoje.com       Por Fabiano de Abreu

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

+ Leitura - Momentos de Reflexão


Dentro de nós, a corrente da vida pulsa com uma intensidade que não pode ser detida por nada.

Mergulhando em nosso próprio espirito, podemos nos identificar com essa corrente e nos deixarmos levar por seu fluxo, em direção a um estado de paz, completude e harmonia.

Nesse estado, as tempestades exteriores não podem mais nos atingir, nenhum golpe é capaz de nos ferir e os malefícios desaparecem como por encanto.







Coronavírus resiste por 9 horas na pele (se não houver higienização correta)


 Pesquisadores do Japão acabam de descobrir uma novidade sobre o coronavírus: o SARS-CoV-2 pode permanecer na superfície da pele humana por mais tempo que o vírus da gripe. De acordo com o estudo, enquanto o vírus influenza A permanece vivo na pele por cerca de duas horas, o vírus que provoca a COVID-19 pode resistir por até nove horas, o que reforça a higienização constante das mãos e braços.

A pesquisa foi publicada no último dia 3 de outubro, sábado, na revista científica Clinical Infectious Diseases. "O estudo mostra que o SARS-CoV-2 pode ter um risco maior de transmissão por contato do que o vírus influenza A por ser muito mais estável na pele humana. Essa descoberta sustenta a hipótese de que a higiene correta das mãos é importante para a prevenção da propagação do vírus", dizem os autores.

Teste na pele

Ainda no início da pandemia, pesquisadores analisaram a duração do coronavírus em superfícies, mostrando que ele poderia se manter vivo em materiais de cobre por até quatro horas, 24 horas em papelão, e 72 horas em plástico e aço inoxidável. No entanto, os testes com pele humana demoraram para acontecer, pois ainda não era seguro simplesmente depositar o coronavírus na pele de alguém, sem saber muito sobre seus riscos e letalidade.

Imagem: Reprodução/ArthurHidden/Freepik

Então, pesquisadores da Universidade de Medicina da prefeitura de Kyoto, no Japão, criaram um modelo de pele artificial com amostras reais de pele humana que foram obtidas por meio de autópsias, cerca de um dia após a morte. Os cientistas descobriram que, até 24 horas após o óbito, a pele continua mantendo muitas de suas funções, podendo até mesmo ser usada para enxertos — sendo assim, foi ideal para a realização dos testes sem colocar a vida de algum voluntário em risco.

Uma vez no modelo, o SARS-CoV-2 sobreviveu nessas amostras por 9,04 horas, mais do que o influenza A, que sobrevive por 1,82 hora. Ao ser misturado ao muco, que simularam as partículas virais vindas de tosse ou espirro, o coronavírus resistiu por cerca de 11 horas. A boa notícia é que, após o uso de um desinfetante com etanol a 80%, ambos os vírus foram inativados na pele em questão de 15 segundos após a aplicação.

O próximo passo da pesquisa é calcular a quantidade de partículas necessárias para provocar a infecção no organismo através do contato com a pele contaminada.






Fonte: https://canaltech.com.br       Por Natalie Rosa 

Reprodução: Cytonn Photography/Unsplash

Jovem escritor de Itapemirim publica seu primeiro livro em aplicativo


 Apaixonado desde cedo pela leitura, o jovem Diacisio Marques, 18 anos, morador do bairro Campo Acima, em Itapemirim, descobriu sua habilidade para escrever histórias de aventura e magia. Após três meses de trabalho, ele publicou em um aplicativo gratuito seu primeiro livro digital com o nome; “Entre Reis: A Origem”, que conta a saga de cinco reinos, governado por cinco lordes que eram unificados por uma aliança divina.

Diacisio Marques estudou quando criança na Escola de Afonso, interior de Itapemirim, e em sua adolescência passou pelas escolas Anacleto Jacinto Ribeiro em Campo Acima e Narciso Araújo na Vila.

Filho de Beatriz Cabral da Silva e Juscelino Marques da Silva, hoje ele cursa o 2° ano do ensino médio e espera publicar o seu novo livro em alguns meses, pois já começou a escrever o segundo volume, após receber incentivo de amigos e de pessoas que gostaram da saga, que envolve aventura e magia.

Clique aqui para ler o livro

O jovem relata que quando começou a escrever o livro, teve apoio de várias pessoas, em especial da sua prima Kátia e de sua professora de filosofia Rosana Marquezine. Diacisio afirma que o apoio dos seus amigos foi fundamental e muito importante para que ele concluísse a sua obra.

“Eu comecei a escrever esse livro de um dia para o outro, posso dizer que foi um tanto complicado no começo, mais ao mesmo tempo uma experiência fantástica, meus amigos leram e gostaram. Hoje, alguns dos meus amigos também desejam começar a escrever os seus próprios livros e contarem suas experiências pessoais e histórias com a minha. Isso não tem preço”, disse Diacisio.

O jovem escritor disse que agradece a Deus e as pessoas que apoiaram e divulgaram o seu livro. Ele relata que houve momentos em que quis desistir, mas graças ao incentivo dos seus verdadeiros amigos, prosseguiu.

“Isso para mim é um grande passo, porque a partir do momento que comecei a escrever eu queria ter a chance de publicar ou ao menos fazer com que as pessoas vissem o meu livro, isso é uma realização de um sonho”, declarou.






Fonte: www.diaadiaes.com.br      

Conheça a trajetória do escritor Frank Herbert, autor de “Duna”



Frank Patrick Herbert Jr. é um dos autores de ficção científica mais cultuados da modernidade. Nascido no dia 8 de outubro de 1920 na cidade de Tacoma, no estado norte-americano de Washington, Herbert cresceu em uma família pobre. O que não o impediu de prosperar: ele é autor de Duna, saga de cinco livros que trata de assuntos que vão da sobrevivência humana à interação entre religião, política e poder.

Em 2021, a obra deve ganhar uma nova adaptação para o cinema, dirigida pelo franco-canadense Denis Villeneuve (Os Suspeitos, Blade Runner 2049) e estrelada por Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac e Zendaya. Até lá, vale a pena já conhecer mais sobre a vida e obra de Frank Herbert.


Carreira no jornalismo

Aos 18 anos, saiu da casa dos pais para morar com tios em Salem, no estado do Oregon, e ingressou no ensino médio. No ano seguinte, foi para o Arizona onde, depois de mentir sua idade na entrevista de emprego, passou a trabalhar no jornal Glendale Star, atuando principalmente como fotógrafo.

Com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 1941, Herbert serviu durante seis meses como fotógrafo em um batalhão de construção naval da Marinha na campanha do Pacífico. Foi dispensado por motivos médicos e retornou ao país.


Flerte com a literatura

Mesmo como jornalista, Herbert tentava iniciar sua carreira na literatura e vendeu seu primeiro conto para a revista Esquire em 1945. No ano seguinte, ingressou como ouvinte na Universidade de Washington, na qual conheceu Beverly Ann Stuart em uma aula de escrita criativa. Acabaram se casando e, em 1949, foram morar na Califórnia, onde viraram amigos do casal de psiquiatras Ralph e Irene Slattery. Foram eles que apresentaram a Herbert a obra de pensadores que mais tarde influenciaram sua obra, como Freud, Jung e Heidegger.


Ficção científica

Ao longo da década de 1950, Herbert conciliou sua carreira de jornalista com a de escritor. Seu primeiro conto de ficção científica, Looking for Something ("Procurando por algo", em tradução livre), foi publicado em abril de 1952. Sua primeira novela, Under Pressure ("Sob pressão", em tradução livre), foi lançada em série em uma revista e depois editada em livro.

Mas foi só a partir de 1959 que ele passou a se dedicar exclusivamente à carreira de escritor, quando sua esposa começou a trabalhar como redatora publicitária em uma loja de departamentos e passou a sustentar a família sozinha. Nos seis anos seguintes, dedicou-se principalmente à escrita de Duna.


Obra-prima

Segundo Herbert disse a Willis Everett McNelly, autor de The Dune Encyclopedia, a ideia para escrever Duna surgiu durante a apuração para um artigo de revista sobre as Dunas do Oregon, uma área recreativa próxima à cidade costeira de Florence. Ele conta que ficou tão envolvido com a pesquisa que, ao final, tinha muito mais material do que o necessário para escrever o artigo – que acabou nunca sendo escrito.

Duna demorou seis anos para ser finalizado. No meio tempo, chegou a ser publicado em duas partes numa revista de ficção científica, em 1963 e 1965. O livro completo, porém, era muito longo para o padrão do gênero e foi rejeitado por 20 editoras. Até que Herbert, em 1965, conseguiu fechar um contrato com adiantamento de US$ 7,5 mil, mais royalties, para a publicação de uma edição em capa dura com a Chilton Book Company.


Capa de edição em inglês de O Messias de Duna, de Frank Herbert (Foto: Flickr/Creative Commons)


Sucesso de crítica

Por sua temática variada e complexa, abordando filosofia, religião, política e ecologia, com muitos pontos de vista, Duna recebeu as duas maiores premiações do gênero ficção científica: o Prêmio Nebula, em 1965, e o Prêmio Hugo, em 1966.

Mesmo não obtendo grande sucesso de público inicialmente, a obra abriu a Herbert caminhos para novos trabalhos: voltou ao jornalismo como escritor num jornal de Seattle em 1969, passou a dar aulas como convidado na Universidade de Washington em 1970, trabalhou como consultor ecológico no Vietnã e no Paquistão em 1972, e foi diretor de fotografia em um programa de TV em 1973.


Adaptação para o cinema

Os frutos de sua obra literária só começaram a vir na década de 1970, quando Duna se tornou um sucesso cult. A essa altura, ele já havia publicado o segundo volume, O Messias de Duna, e se dedicava aos outros quatro livros da série.

Cena de Duna (1984), adaptação de David Lynch para o cinema do livro de Frank Herbert (Foto: Reprodução)

Em 1975, houve uma primeira tentativa – fracassada – de filmar Duna, pelo chileno-francês Alejandro Jodorowsky. A façanha só foi realizada 10 anos depois, por David Lynch (Twin Peaks). A primeira adaptação foi um fracasso de bilheteria e bombardeada pela crítica, embora hoje tenha um status cult entre alguns fãs.


Fim de vida

Herbert continuou a trabalhar com literatura até sua morte. Em 1985, publicou o volume final da série, As Herdeiras de Duna. No ano seguinte, faleceu no dia 11 de fevereiro, vítima de complicações após uma cirurgia de remoção de câncer pancreático, aos 65 anos, em Madison, no estado de Wisconsin.





Fonte: https://revistagalileu.globo.com       Por MARILIA MARASCIULO

Frank Herbert, autor de Duna, considerada obra-prima da ficção científica (Foto: Uli Kaiser/Wikimedia Commons)